sexta-feira, 13 de maio de 2011

Feliz dia das mães

Neste ano, foi no dia 8. O dia estava lindo, ensolarado, céu limpo.
De fato, ter um dia para celebrar ser mãe é bem especial. Não sei se isso se perde com o tempo, reduzindo-se a esperar por um presente, espero que não...
            Sempre digo que o que se aprende com irmão, não se aprende em nenhum outro tipo de relação. Pensando bem, cada tipo de relacionamento tem suas lições “exclusivas”: com meu pai, minha mãe, minha irmã, cada um dos meus irmãos, sobrinh@s, amig@s, namorados. Agora, tenho aprendido as lições com nosso filho.
Com o Zé aprendi a curtir mais a vida e viver um dia de cada vez foi conseqüência natural. Vivencio o que havia estabelecido como teoria: o fator limitante dos relacionamentos é a compatibilidade dos defeitos. É no convívio do dia-a-dia que se descobre que não se pode mudar o outro. Como ninguém é perfeito, os defeitos têm que ser compatíveis. Afinal, virtude sempre é bom – ter e admirar no outro. É muito fácil ser legal quando está tudo bem; o crítico é ser supportive em circunstâncias que parecem insuportáveis. Ter um companheiro como o Zé definitivamente foi pré-requisito para pensar em ter filho.
Com o Fernando, tenho aprendido a apreciar cada instante, a prestar mais atenção em tudo, de forma contemplativa, identificando seus hábitos, interpretando seus sinais e percebendo suas mudanças. Ser mãe me faz rever prioridades e tentar fazer tudo com mais eficiência, me faz buscar disposição mesmo quando estou bem cansada e/ou com sono. Nessa fase, em que ele é totalmente dependente de nós, exercito dedicação, almejando que ele faça jus ao seu nome: siga com coragem e tenha discernimento.
Estou curtindo muito ser mãe, apesar das dúvidas que surgem a todo momento. Afinal, a cada instante nosso filho nos surpreende com alguma novidade: no sábado, por exemplo, brincando com ele, testei deixá-lo sentado. E ele ficou! A verdade seja dita, somente por alguns segundos e logo tombou para frente, e depois para o lado, sem reclamar. No dia seguinte (dias das mães!), ele já ficou por mais tempo.

Pode soltar, mamãe!
Viu? Já consigo sentar!











Neste dia das mães, fomos à casa de meus pais, onde encontramos o tio Tuti, a tia Simone e a priminha Bia. À noite, estava me preparando para amamentar, quando o Fernando chega, nos braços do Papai, beliscando um embrulho: toy story 3, encerrando meu dia feliz.

Que mamãe feliz!


Helene

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amamentação quase exclusiva

                O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo durante os 6 primeiros meses de vida. Recomendação é uma palavra escorregadia... não tem força de lei e nem sempre corresponde aos nossos desejos. Por exemplo, muitas mães gostariam e poderiam seguir tal recomendação, mas têm apenas 4 meses de licença maternidade.
                No meu caso, tenho a licença de 6 meses, mas amamentar não tem sido fácil para mim nem parece estar sendo o suficiente para nosso filho...não encontro um termo para me expressar em relação a isso. É uma mistura de pensamentos, sentimentos e sensações, não muito confortável, eu diria. Racionalmente eu planejei seguir essa recomendação e me senti privilegiada com meus 6 meses de licença, seguidos de férias. Além dos benefícios para o desenvolvimento do nosso filho, amamentar me desenvolve como mãe. É um momento de dedicação exclusiva a ele, de contemplação, observação, reflexão e interação.
Lamento ter sofrido com dores entre as mamadas, mas isso não abalou minha decisão de amamentar por 6 meses. Porém, não me preparei para a possibilidade de que a amamentação fosse insuficiente para o bom desenvolvimento do Fer. Dizem que o bom é inimigo do ótimo. Ele vem se desenvolvendo bem; porém, seu peso inadequado para a estatura me faz questionar se ele se desenvolve aquém de seu potencial. E se isso ocorre por algum erro meu.
Desde que o pediatra falou em introduzir alimentos, tenho recapitulado esses meses. Será que devia tê-lo acordado mais vezes? Será que deveria ter prolongado mais cada mamada? Será que deveria ter oferecido ambas as mamas a cada mamada? Será que os intervalos entre as mamadas deveriam ter sido mais curtos?
Ao mesmo tempo, fiquei com uma sensação de estar no começo do fim dessa fase. Já?
Perguntando aqui e ali, descobri que a introdução de alimentos no 4º, 5º ou 6º mês é mais regra do que exceção e os bebês continuaram com o aleitamento materno por mais tempo.
Na 1ª tentativa, frustrada, de alimentá-lo com meia banana, parecia que ele não estava preparado para aprender a comer. A banana estava escurecendo no prato, caindo na roupa e nada dele engolir... e as caretas? Foi a descoberta de vários músculos faciais!
Na 2ª tentativa, já fiquei mais animada com o progresso – comeu o equivalente a 1 rodela - e me preparei para ir dia a dia, de rodela em rodela. Porém, na 3ª tentativa, ele comeu tudo! Daí me perguntei: será que ele tem passado fome? Será que vai querer mamar mais tarde?
Mamou. Depois, ri de mim mesma. Adoro banana! Por que ele não haveria de gostar? Já tem dentes, e ele tem passado por tantas mudanças, então por que não enriquecer sua alimentação? Passei a ver com bons olhos e indicação de iniciar a alimentação, mais aliviada em constatar que não interferiu (ainda) na amamentação. E lembrei-me do quanto é importante seguir o rumo das mudanças, sem apego a esse ou àquele momento ou fase (mas espero que ele continue mamando bem até os 6 meses, pelo menos). Afinal, ele aprendeu rapidamente a comer e é bom poder acompanhá-lo de perto nessa transição ainda antes de eu voltar ao trabalho.
Helene

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia dos Meninos!

Hoje, 5 de maio, se comemora o dis dos meninos no Japão. Hoje é o dia do Koi Nobori, o dia em que se hasteiam as carpas nas casas que têm meninos. Como já descrevi em um post antigo, meu sogro comprou as carpas para que pudéssemos hasteá-las nessa ocasião e ontem ele ligou nos lembrando do fato. Elas haviam ficado hasteadas no ano passado na época do nascimento de nosso filho e com o passar do tempo, o vento acabou estourando o cordão que as prendia à haste. Aproveitei para consertar logo pela manhã, antes que meus sogros chegassem.
Hoje cedo, enquanto consertava o cordame, meus sogros apareceram para hastearmos as carpas e visitar nosso filho.
Meu sogro tentou achar uma comida típica dessa data no Japão, mas não conseguiu achá-la em nenhum lugar, sendo que em muitos lugares de comida típica eles nem sabiam o que era.
Logo que hasteamos não havia vento, mas no meio da tarde quando fomos dar nossa volta com nosso filho o vento soprava e pudemos mostrá-las "nadando" para nosso filho.
Os homens da família

Vovô e vovó Ueno

Meus pais


KoiNobori


quarta-feira, 4 de maio de 2011

5º mês

Ele parece ter compreendido a conversa com o pediatra (de fato, prestou muita atenção no doutor!). Somente no primeiro dia tive que acordá-lo por volta da meia-noite. Depois, ele passou a acordar sozinho. Assim, continua dormindo bem: das 19 à meia-noite e, depois da mamada dos sonhos, dorme até 5 ou 6 horas.
Voltamos ao HU dia 29/abril e, embora tivesse crescido 0,5cm nessas 3 semanas, só engordou 200g. Por isso, o pediatra disse para oferecermos meia fruta, entre a 1ª e a 2ª mamada da manhã. Se bem adaptado, após uns 3 dias, substituir a mamada do meio-dia por almoço e, posteriormente, o jantar. Esse assunto merece um post específico, mas por hora, fica o registro inicial: sábado, dia 30, amassamos meia banana, que o Erik adorou!... Domingo, conseguimos dar o equivalente a 1 rodela. 2ª-feira ele comeu meia banana!
Nesse mês ele passou a dormir menos durante o dia. Ainda tira uma soneca de 1 ou 2 horas uma vez por dia. Fora isso, mais 1 ou 2 cochilos de até 1 hora. Ele mesmo fica bem cansado no final da tarde, mas não se rende ao sono!
A chupeta perdeu a graça. Aliás, a brincadeira é arrancá-la e jogar para qualquer canto do berço ou cuspi-la. E o polegar esquerdo continuar sendo delicioso! Ele consegue chupar o dedo embrulhado, pelo buraco do mordedor, intercalando com meu peito enquanto mama, deitado de barriga para baixo, abraçado aos seus brinquedos... não cedemos, mas ele tem sido insistente.

Testando meus dentes

Já tirei a chupeta.











Rolar e rodar no berço é mais comum, seus 2 dentes já são bem visíveis quando ri ou chora e ele não tem idéia da força de sua mandíbula. Ainda bem que os mordedores não dizem “ai” – estão todos cheios de marcas de dentes! Tudo ele pega e leva à boca – inclusive meus cabelos, nossa mão, além de seus brinquedos.
1 mês - no carrinho, com as almofadas "segura-nenê"
4 meses - ninguém segura esse Nenê!
               
              









 Sempre que está deitado, no carrinho ou bebê conforto, estendo as mãos para ele pegar. Abrindo os braços, às vezes estremecendo, ele segura firmemente meus dedos e se levanta, com um sorriso triunfante!
                Ele também interage mais com o Erik. Quando o Erik se aproxima, ele o agarra e, como não consegue puxá-lo, seu corpo se projeta para cima do Erik, que recebe o “carinho”. O Erik pede carinho, apoiando a cabeça na barriga do Fer. Entregamos os biscoitos do Erik para o Fer que, obviamente, quer experimentar a iguaria. O Erik fica diante dele, sentado, dando a pata, babando e aguardando o biscoito ser oferecido a ele. Por outro lado, o Erik cobiça os brinquedos do Fer. Seus favoritos são o porquinho Pururuca e os de brincar na água que a tia Simone deu – um fusca, um táxi, um avião e um navio. Resolvemos dar o fusca para o Erik, mas outro dia, ele roubou os outros. Pegamos de volta e guardamos no armário, diante do qual o Erik fica chorando o dia todo!


interagindo com o Erik
o Erik roubou meu fusca!
Erik, o Pururuca é meu...
           

                Nesta semana ele descobriu que tem pés. Sempre brinco com seus pés, especialmente se percebo que ele está com cólica. Agora, ele consegue segurar o pé sozinho. Logo, logo vai conseguir levá-lo à boca.
                Como ele passa mais tempo acordado, não dá para ficar sem passeio. Quando chove ou no horário de sol forte, ele nos acompanha no supermercado, no carrinho ou no canguru. Outra distração é um tapete todo colorido, próprio para criança, que colocamos sobre o tatami, que não é tão mole quanto o colchão nem tão duro e frio quanto o chão. Nele, o Fer fica de barriga para baixo, olhando os desenhos, erguendo o tronco, às vezes apoiado num braço só para deixar o outro livre, para chupar o polegar ou alcançar algum brinquedo. Quando se cansa, rola com facilidade, mas ainda não consegue voltar a ficar de barriga para baixo. É só uma questão de tempo. Pouco tempo.
Helene
Vejam meus dentes!


Cansei de ficar de barriga para baixo