domingo, 10 de junho de 2012

18 meses

Tem sido cada vez mais difícil descrever o quanto é maravilhoso acompanhar o desenvolvimento do nosso pequeno – cada vez maior (e mais pesado), com um cachinho se formando no topo da cabeça, inventando formas de alcançar as coisas e lugares.
A palavrinha “abe, abe, abe” continua sendo mágica, mas ele agora alcança a maçaneta das portas e ganhou mais liberdade. Ainda não alcança os interruptores de luz, o que não o impede de acender ou apagar as luzes - ele usa um cabo de vassoura!
O vocabulário ainda é basicamente monossilábico, com direito a repetições, mas com a ajuda do contexto, nossa comunicação verbal tem progredido a passos largos. Por exemplo:
- ssss, com o dedo estendido em frente ao nariz (às vezes dentro ou apertando-o) = Erik, quieto!
- ssss, apontando para cima = acenda a luz ou a luz está acesa; quando apagada ele diz [es]‘cuuuu’[ro]
- ssss, ao final da refeição = suco
- ssissi = xixi (segurando a fralda)

Apesar de alguns dias frios e/ou chuvosos, ele não perdeu as aulas de natação. Em alguns dias, ele está inspirado, já faz sozinho os movimentos de braços e, mais recentemente, começou a mexer bastante as pernas. Outro dia, segurando na barra, ele ficou tão relaxado que o corpo boiou e lá ficou ele, de barriga pra cima, olhando para o teto; aconteceu o mesmo quando ele segura na raia ou no “macarrão” ou abraça a bola. Tem dias que ele mergulha o rosto na água e solta muitas bolhas de ar, sempre com os olhos abertos.
Na hora do banho, repetimos as músicas da piscina e ele faz alguns exercícios. Agora ele deita sozinho na bacia, mas para mergulhar cabeça e tronco, as pernas ficam para fora! Ele se ensaboa e depois ensaboa o Kintaro.
Em geral, ele entende bem um “nãããão”, mas já nos desafia ou tenta nos desarmar com “aquele” bico e lágrimas brotando nos olhos. Outro dia, ele estava batendo em mim. Expliquei que não pode, mas ele insistiu. Avisei que se ele batesse de novo, iria ficar sentado no sofá do canto. Ele bateu. Eu o coloquei no sofá, expliquei porque ele estava lá e o deixei por um minuto, vigiando, mas sem dar atenção a ele. Antes de liberá-lo, expliquei de novo porque ele ficou ali. Ele me deu um abraço e foi brincar.
Depois de um tempo, ele veio correndo, me deu um tapa e correu para o sofá! Não sei se ele achou que fazia parte da brincadeira. Também não sabemos onde ele aprendeu a bater, porque não batemos nele, ele não apanha na natação, nem de outras crianças... às vezes é sem querer, quando se agita muito, mas sempre alertamos quando ele nos machuca ou se põe em risco de se machucar.
O danado entende bem o processo todo – o alerta, a explicação, o aviso sobre ir ao sofá e o castigo. Assim, ele faz suas travessuras, repete ao ser alertado, mas quando reforçamos que não pode, ele já nos dá um abraço e pára (por um tempo, claro).
Mas ele brinca bem sozinho. Aliás, tudo é brincadeira e diversão. Uma das favoritas é ir na loja onde compramos ração para o Erik. Tem peixes, passarinhos, coelhos, camundongos...
Ele descobriu o banco do motorista – muito mais legal que a cadeirinha dele!
Outro brinquedo que ele tem curtido é uma casinha-mala, que ganhou na Timina. Carrega para lá e para cá, tira os blocos, guarda, encaixa, desencaixa, guarda. E começa tudo de novo...
A outra curtição do momento é cantar. Ele repete sílabas, mas curte e tenta repetir. Cai, cai balão, atirei o pau no gato, nana nenê...
Meus pais retornaram e o Spyke não está mais conosco. Neste feriado fomos visitá-los e o Fernando ganhou um livro que faz o som de alguns animais. Ele adorou! Aperta o botão e imita o macaco, o leão...também ganhou um brinquedo para aprender os primeiros números, mas por hora, a brincadeira é só encaixar as peças, tirar, guardar e começar tudo de novo!
O presente mais especial foi o álbum com as fotos do 1º ano de vida. O Pipo e a Kathrin fizeram uma seleção das centenas de fotos que compartilhei com eles e montaram um photobook. Ficou liiiindo! Foi o presente deles pelo nosso casamento, o presente para a vida do Fernando. Eu sabia que ia chorar quando visse; acho que sempre ficarei emocionada ao ver e mostrar para os amigos. Mal vejo a hora de quando o Fernando começar a curtir e querer ouvir um pouco sobre sua própria história!

Helene

 
Bom dia!


Cansei do copo e do cadeirão.

Hei, acordei!

Opa, esqueci de deixar a chupeta...
Que tal, mamãe?

Acho que vou ser canhoto igual a mamãe

Meus blocos
Erik, vamos passear!


Quantos peixes grandes! (até deixei minha casinha para lá)

Essa cadeira aqui é mais legal que a minha!
Papai, me deixa.

Voltando da feira. Quem quer banana?

Alô! (topetudo...)
Olha o sapatinho da mamãe!
Vou acender a luz e já volto.


domingo, 13 de maio de 2012

1 ano, 5 meses e alguns dias, incluindo o Dia das Mães!

Aos seguidores deste blog, desculpem-me pelo atraso deste mês. Sentar para escrever um post está tão difícil quanto fotografar o Fernando. Ele não pára! Mas isso é bom sinal, não é mesmo?
Agora ele só corre. Para lá, para cá, se joga no tatami. Cai, levanta. Anda para trás. Gira. Sobe em tudo. Tenta pular. Corre atrás do Erik e, desde 22/abril, o Spyke está conosco. Então, a farra é garantida!
E ele é o manda-chuva da matilha: quando os cachorros latem, ele aproxima o indicador da boca e faz um “shhhhh”, pedindo silêncio.
Depois do almoço, e às vezes no fim do dia, ele deita no tatami e fica quietinho, descansando ou pensando na vida.

As refeições continuam sendo momento de diversão ou batalha – depende do dia. Às vezes ele quer comer sozinho com talher ou com as mãos; às vezes, abre um bocão e aguarda ser alimentado, enquanto se distrai com qualquer coisa; sempre toma suco no copo, mas o leite... tentamos tudo e o último apelo é a mamadeira.

A brincadeira do momento é perguntar: “quem quer [fruta, suco, tomar banho, passear etc]. E ele responde erguendo o braço: “iiiiu”

A palavra nova do mês era uma necessidade real e tem sido largamente utilizada: ‘abre’ – com um frasco, pote, lata ou tubo na mão, diante de portas, puxando o cinto de segurança na cadeirinha do carro, malas, bolsas, armários, gavetas, tudo que tenha um zíper, tampa, trinco ou fecho... já estamos fazendo um trabalho de sensibilização para que ele vincule o ‘por favor’, mas ele não entende e repete “abe, abe, abe, abe!”...

Estivemos no pediatra (23/abril). Infelizmente o médico que o acompanhava deixou o HU e não gostei muito do que nos atendeu, mas o importante foi registrado: o Fernando está com 81cm e 11,7kg. Consulta agora só em outubro. Pedi o atestado para a natação e, com o aval do médico, decidimos que quando o frasco de suplemento de ferro acabar, suspenderemos seu uso.

Outra novidade do mês é que nos casamos, no dia exato em que completamos 10 anos vivendo juntos (26/abril). Oficializar nossa união foi a forma de celebrar 10 anos vivendo juntos e felizes. E, na semana seguinte, celebramos entre amigos os 10 anos da Awase Dojo. Quanta celebração!

Ah, ele recebeu o boletim do trimestre na natação: turma Bebê 1
 – entra na piscina sem chorar,
- sociabiliza-se com outras crianças;
- esboça os movimentos de aquecimento;
- realiza os exercícios no colo do professor;
- passa pelo túnel;
- pula sentado (da beira da piscina para a água).

O túnel é um tatami preso na lateral da piscina e dobrado para cima, pelo professor. As crianças passam por dentro dele. O Fernando passa por baixo da água! O mesmo tatami é usado para as crianças caminharem em cima e caírem na água – eles adoram. E no final da aula, tem professor que coloca as crianças todas deitadas ali para relaxar.

E já que deixei passar uns dias, aproveito para registrar como está sendo o dia das mães. Feliz, claro! O dia amanheceu com chuva, céu cinza, sem passeio pela manhã, mas ficamos juntos, brincando e correndo pelo tatami enquanto o papai preparava o almoço especial: estrogonofe, com direito a creme de papaia de sobremesa. Brindamos com um vinho esse dia especial.

Como havia registrado anteriormente, ele imita até o que fazemos sem nos dar conta: ele acha uma faixa de dogui e tenta colocar; ele vê uma sacola ou bolsa, e pendura no ombro. Assim, lá veio ele, carregando uma sacola pendurada no ombro, com meu presente de dia das mães. Só não entendeu que precisava me entregar. Mas logo achou outra coisa mais interessante para fazer – colorir papéis – e largou a sacola...
Essa é outra novidade do mês. Ele se senta num banquinho e fica rabiscando papel com lápis de cera. Acho que ele se interessou porque na natação tem uma escrivaninha e sempre tem crianças, papéis e lápis de cera. Sem cerimônia, ele chega e senta. Arrumei um banquinho com degrau – ele senta no degrau e usa o assento como mesa. Perfeito, por enquanto!

Nos passeios, ele tem se comportado bem. Ainda passeamos mais com o carrinho do que a pé. O pobre do carrinho está resistindo bravamente! O Erik e o Spyke não conseguem acompanhar o ritmo do Fernando caminhando. Então, os passeios tem que ser no carrinho. Mas antes e depois, ele corre solto pelo tatami – isso ainda rende boas sonecas após o almoço.

O sono da noite ainda é longo: deita entre 21 e 21:30; acorda entre 8 e 8:30. Só que não há fralda que aguente. Assim, por volta da meia-noite trocamos a fralda dele. Acho que ele só vai descobrir isso quando ler esse post...

Quero finalizar esse post registrando meu carinho, admiração e gratidão a minha mãe e D.Con e desejar um feliz dia das mães para todas as mamães – especialmente minha irmã, minha cunhada, amigas e alunas mamães.

Helene


Abe!
Abe, abe!

Abe!

Comemoração do aniversário do Tio Fuji. Legal!

hmm, adoro mamão...



Comi tudo!

[Quem quer suco?] Iiiiiu!


Ai, não gostei de abacate...

O lanchinho é meu, Erik!

Vamos comprar laranja?



Casamento do Papai e da Mamãe
A foto do mês - 10 anos de Awase Dojo

Ah, a sacola é para a mamãe?...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

1 ano e 4 meses

A temporada da piscina na garagem terminou, mas ele continua assíduo na natação e se desenvolve bem. Agora cumprimenta os coleguinhas com um caloroso abraço e se despede dos professores com um agitado “tchau”. Ao lado da escola de natação tem uma casa onde mora um labrador, que ele sempre saúda ao passar por lá. Precisamos lembrá-lo que o Erik nos aguarda em casa para ele seguir caminho.
Ainda passeamos bastante com o carrinho. Nesta semana comecei a interromper o passeio quando ele fica em pé no assento. Até que funcionou - no final do passeio, ele estava sentado, debruçado sobre a “mesa” do carrinho, meio entediado...
Também passeamos a pé – não é todo dia, mas sempre que possível. Ele ainda é rebelde para dar as mãos. Quer se pendurar nos portões, acariciar os cães, desgrudar chiclete do chão, cheirar as plantas, catar cocô...e, adora passar em cima das tampas de válvula de incêndio – especialmente as que balançam e fazem barulho! Ele vai, volta, flexiona os joelhos (como se fosse pular, mas ainda não consegue tirar os 2 pés ao mesmo tempo do chão), roda – tudo isso com uma cara de travessura!... (e eu que detesto passar em cima de tampa de bueiro...)
No tatami, ele se desinteressou pelo aquecimento de aikido, pois a cestinha do vaso sanitário do vestiário é muito mais legal!
Ah, o tatami também é o lugar de correr, rolar com o Erik, empurrar os carrinhos, jogar bola, passear no carrinho que a tia Iracema deu – no começo, ele só empurrava; depois, só usava de banquinho; agora, anda para trás e eu puxo de volta – esse vai e vem rende brincadeira! Ou eu puxo pelo tatami, voltas e voltas, até ele cair! Falando em cair, ele se diverte caminhando para trás e recentemente aprendeu a rodar – andar em círculo ou girar no lugar, até cair. Fim da fase em que ele ficava em 2 m2. Ele agora percorre toda a área.
Enquanto o frio não chega para valer, ele ainda curte os banhos demorados e cobra o ventilador ligado para dormir.
A coordenação para todos os brinquedos de encaixar melhorou muito! O quebra cabeça que ganhou do tio Pipo, o caminhão de carga que ganhou da vovó – no começo, ele não encaixava nos pinos, mas entre eles; agora, encaixa certinho; as formas na toca dos coelhos que ganhou da tia Cema, os pinos no ônibus, entre outros brinquedos do gênero. E o que não é brinquedo também: tampa de caneta, frascos, protetor labial, pasta de dente... pois outro dia, até plug na tomada (uma das poucas sem proteção) ele conseguiu colocar!
Quando ele fez 1 ano, ele ganhou da Keilla um ônibus que toca música. No começo, ele só acertava abaixar a alavanca do sapo; agora, empurra o botão do gato e gira e chave do cachorro. E carrega, e empurra, e joga o ônibus à prova de tudo!
Aliás, como deve ser gostoso jogar tudo no chão! Também comecei a mostrar as consequências: se jogar o brinquedo atrás do sofá, acabou a brincadeira; se jogar o talher no chão durante a refeição, fim de refeição.
Quase abandonamos os copos de transição. Ele às vezes toma leite com canudo, mas quando está com sede, toma no copo, sem derramar uma gota! Ele também ganhou o próprio squeeze (na festa de aniversário da Beatriz, filha de um amigo, achei muito legal!) e aprendeu a abrir a torneira do filtro de água...
Mas no fim do dia, ainda toma o leite na mamadeira. Nem cheguei a tentar oferecer o leite no copo. Algumas vezes, ele ainda pede para mamar no peito. Quase não tenho mais leite, acho que é só para matar a saudade.
Ainda estamos na fase de vigilância constante (será que essa fase tem fim?). Ele foge para a garagem, joga objetos úteis no lixo (eg relógio, celular, talheres, meias, brinquedos), guarda as coisas onde bem entende (brinquedos na gaveta da cômoda, armários da cozinha), alcança cada vez mais coisas, se pendura e sobe em tudo; outro dia, ainda bem que vi: ele ‘guardou’ o resto da banana no armário.
Desde a semana passada estamos meio resfriados. Ele não se abala com nada! E se diverte aplicando rinossoro – pede para fazer “tsss, tsss”. Nada que afete seu sono, apetite ou humor.
Enfim, às vezes ele é obediente; outras vezes, nos testa, armando um bico de cortar o coração diante de um ‘não’, ou nos desafia, nos encarando e insistindo em fazer o que estamos pedindo para não fazer; às vezes ele nos desarma, dando umas piscadas demoradas e fazendo gracinhas...

Helene
Mamãe, consegui!
Quem disse que eu não tenho bigode?



Essa vida é mesmo uma dureza...

Gostou do meu carro?
O sono dos justos

segunda-feira, 5 de março de 2012

1 ano e 3 meses

Durante este mês começamos a passear a pé com ele. Ele não gosta mesmo de segurar nossa mão; então, seguramos a dele.
O 1º passeio foi uma volta no quarteirão, no fim da tarde. Ele quis pegar plantas, se pendurar nos portões, pegar lixo no chão e sentou-se na calçada para fazer exercício de aikido (girar os pés)! No dia seguinte, já caminhamos por 2 quarteirões e, novamente, paramos para ele fazer exercícios do aikido.
Mas depois o calor ficou tão intenso que trocamos os passeios da tarde por banhos de esguicho e piscina na garagem. Nem por isso ele anda menos. Agora percorre a casa toda, incluindo o dojo, corre e até anda para trás!
Ele logo aprendeu tudo sobre torneiras e onde encontrar água – no bebedouro do Erik, na lavanderia, na pia, na privada... Assim, as portas dos banheiros passaram a ficar fechadas. Também por causa do calor, passamos a deixar um ventilador ligado durante a noite no quarto dele. Isso depois de uma noite em que ele acordou aos berros e quando fui ver, ele estava suando às bicas, a roupa, ensopada! Definitivamente ele é calorento como o pai.
Como o calor persiste, ao nos prepararmos para a mamada da noite, ele aponta para o ventilador e emite qualquer som que significa “ligue, por favor!” E não começa a mamar se não sentir o ventinho – ele ergue os braços!
A cozinha continua sendo um parque de diversões. Ele abre os armários, entra e agora fecha a porta, brincando de se esconder. Ainda bem que o fogão é à prova de criança, porque ele se pendura da alça da porta do forno, que tem uma trava. E quando está quente, avisamos – e ele entende – estende o indicador e diz “titi”. Na ponta dos pés, ele vai tateando a pia e a mesa procurando qualquer coisa que esteja ao alcance. Ah, e diariamente, ele come alguns grãos de ração do Erik, que encontra pela casa ou recolhe nas bochechas do Erik.
Mas ele também brinca bastante com os brinquedos dele. Já empilha cubos, encaixa peças, empurra os carrinhos, joga bola, aperta aqueles de borracha que apitam, e abraça todos os bichos de pelúcia (divide o lanche, dá água, chupeta)! Ah, também toca a gaita do papai, liga e desliga a TV, usa o teclado do computador... bem, tudo lhe parece brinquedo...
Com toda essa autonomia e poder de alcance, ele "guarda" as coisas onde bem entende: já encontrei colher e meias no lixo, a gaita do Zé no armário de panelas, e os controles dos aparelhos bem distante deles, e por aí vai.
Agora sim ele interage mais com o Erik. É comum ver os dois deitados, juntos; o Erik como travesseiro para o Fernando. Ou o Fernando se joga em cima do Erik e, num instante, está montado nele. Ou o Erik está caminhando e ele se segura no dorso do Erik e vai caminhando junto. Mas o Erik também dá muitas rabadas no Fernando e, quando anunciamos a hora do passeio, o Erik passa por cima mesmo!
Na natação, ele começou a fazer os exercícios de braços. A novidade do mês foi que ele foi com o papai para a piscina. Já foram 3 aulas seguidas com o pai. Tive que dar aulas, depois, retirei uma pinta grande no pé e, por causa dos pontos, não pude entrar na piscina. Na 1ª aula, o Zé disse que ele chorou o tempo todo – mamã, mamã... Depois, não entrei na água, mas fiquei na área da piscina e correu tudo bem.
A partir de amanhã, passaremos a nos revezar: nas 3as com o pai, nos sábados comigo. Já estou com saudade de ir para a piscina com ele!
Também por causa da cirurgia no pé, tive que tomar antibióticos e acabei aproveitando para desmamá-lo. Até que foi tranquilo. Algumas vezes ele tentou mamar – mais durante o dia, antes do cochilo da tarde. Então, era só levá-lo para o berço, ligar o ventilador, dar a chupeta e ele logo dormia. À noite, dou o leite (de vaca) na mamadeira e ele mama sem reclamar e ainda deixa eu escovar seus dentes depois. Ainda tenho um pouco de leite, não nego o peito se ele pede nos horários de mamar, mas acho que ele já está preferindo a mamadeira. Agora quero testar o copo de transição para a mamada da noite também.
Fora isso, só damos mamadeira quando ele precisa almoçar no carro. Levamos água no copinho e suco na mamadeira.
Neste mês tivemos um encontro de família especial: meus tios vieram do Japão para nos visitar. O Fernando ganhou vários presentes, inclusive a roupinha do Kintaro, personagem japonês. O encontro foi muito especial para mim, pois tenho lembranças gostosas de nossos 2 encontros anteriores e fiquei feliz por eles terem conhecido o Fernando.
Neste mês também tivemos uma celebração bem especial, pois foi o aniversário do papai e a comemoração dos seus 30 anos de aikido (4/março). Ficamos felizes por ter conseguido reunir amigos muito queridos que conhecemos por meio do aikido. Teve treino durante toda a manhã de domingo e depois, comes e bebes até o fim do dia!
O Fernando interagiu com todos, deu um cochilo mais curto que o de costume à tarde, e voltou para curtir a festa, com direito a distribuir beijos, abraços e fazer tchau para todos.
Ah, e no dia seguinte, 3 vacinas de presente pelos 15 meses!

Kintaro

Banho de esguicho e piscina!







Fazendo bolinha de sabão pro papai!

Ah, vida dura!

amiguinhos na natação


Meu primeiro dogui!

a calça ficou muito grande (e está muito calor!)




Kintaro e eu

Festa do papai! (trouxe meu amigo Tigrão)

a foto do mês



domingo, 5 de fevereiro de 2012

1 ano e 2 meses

Durante o mês passado, visitamos algumas escolas, mas decidimos que ele ainda ficará em casa, seguindo a orientação do pediatra. Em todas elas, o Fernando parece ter ficado bem à vontade. Nós o soltávamos e ele sumia, sem olhar para trás. Aliás, quando ele anda e pedimos para ele dar a mão, ele se esquiva. Só aceita para descer a nova rampa da casa, que fizemos para deixar a calçada conforme manda o prefeito.
Por isso, ainda não dá coragem de passear com ele a pé na rua. Mas ele caminha bastante pelo tatami e pela casa. Ele já anda com bastante firmeza e sempre com pressa. Os braços ainda ficam erguidos e ele aperta o passo e começa a gargalhar quando ouve “vou te pegar!”. Se não proponho a brincadeira, ele passa bem na minha frente, olhando de lado, como quem diz: não vai me pegar? Corre um pouco e se joga no tatami para ser levantado e voar!
Definitivamente ele gosta de independência e é determinado e destemido. Já não quer ficar no colo, exceto quando está manhoso. Se ele se machuca por insistir em fazer algo que avisamos (“nããão, vai fazer dodói”), ele não chora.
A outra novidade é que ele começou a fazer natação. Foi o meio termo que encontramos, já que decidimos não matriculá-lo na escola, mas gostaríamos que ele tivesse contato com outras crianças, freqüentasse um ambiente diferente da casa. Acho que desde a 1ª aula ele curtiu, mas agora reconhece os coleguinhas, o ambiente, as músicas e os exercícios.
Ele faz duas aulas por semana, de 45 minutos de duração, pela manhã. Na 1ª aula eu fiquei com medo de mergulhá-lo e deixei que a professora fizesse. Na 2ª aula, já fui confiante e, atualmente, já deixo ele bem solto, afundo, mergulho e ele está bem adaptado. Os olhos ficam abertos embaixo d’água e ele prende a respiração quando afunda; na superfície, ele mexe bem as pernas e solta o ar pela boca, mas tem sempre os braços meio tensos.
Dia de natação é dia de almoçar tudo e dormir bem à tarde!
Nos treinos de aikido, ele identifica alguns movimentos do aquecimento, que faz espontaneamente ao pisar no tatami, mesmo fora dos horários de aula. Girar os pés, alongamento dos punhos, girar o tronco transferindo o peso de uma perna para a outra. Ah, também apóia as mãos no chão e olha por baixo das pernas; logo dará uma cambalhota.
Engraçado que, de tanto reforçarmos que para descer tem que virar de barriga para baixo, até para sair do tatami ele se rasteja de ré até o pé alcançar o chão. São 4 cm de altura!... mas ele faz o mesmo para descer da nossa cama, que é bem alta e ele sempre perde o equilíbrio e cai sentado.
Esta é a fase da imitação. É quase assustador como tudo o que falamos ou fazemos ele tenta imitar. Ok para as brincadeiras, sons, ensinamentos, bons hábitos, mas requer cuidado com os maus hábitos e maus exemplos. Não só isso: ele quer usar faca, tesoura, ferramentas, computador etc. Se ele não consegue, ele entrega na nossa mão, como quem diz: faz isso funcionar?
Como disse no post anterior, a atenção tem que ser integral! Num vacilo, nós o deixamos sozinho na sala por um instante e quando voltamos, ele estava com o olho inchando e a pálpebra inferior cortada. Nunca saberemos o que houve... Fiquei com ele no colo, enquanto o Zé foi preparar a bolsa de gelo. Levei-o até o espelho e ele riu ao ver uma imagem estranha! Reclamou de ficar com o gelo, mas foi importante para reduzir o edema. Depois, já estava brincando novamente e, no dia seguinte, foi para a aula de natação e nem parecia se lembrar do ocorrido.
Agora está mais falante ainda! Fala até na piscina, durante a aula de natação. “pá” é papai ou papai Noel (ele gosta tanto que o nosso ainda está na porta da sala), “mã” sou eu (e a japonesa do calendário!) e se ele já está comigo puxando minha blusa é “mamar”, “bom” sempre que come o que gosta, “nê” é neném, “pã” é pão, “nana” é banana, “ga” é água, “sss” é suco, “den” é dente, “rrrr” é porco (ele tenta imitar quando roncamos, mas assopra um ‘r’ bem gutural), “shshshsh” é xixi, “cocô” – essa ele fala direitinho! E na última visita à vovó e ao vovô, ele acertou um “vovo”. Ah, “eié” (algo assim) é Erik, mas a maneira mais comum dele se referir ao Erik é um som semelhante ao de alguém com crise de asma: é ele imitando o choro do Erik. E ele também tenta assobiar para chamá-lo – e não é que às vezes sai? Porém, na maioria das vezes ele faz o bico e solta um “uuuu”, estendendo a mão, abrindo e fechando os dedos.
Praticamente tiramos a chupeta. Quando ele começou a escalar tudo para entrar no berço e pegar a chupeta, resolvemos tirá-la de lá. Semana passada ele começou a antecipar a hora de acordar e imaginei que se a chupeta estivesse lá, ele dormiria um pouco mais. Mas nesta semana ele já voltou ao normal: dorme entre 20h e 21h e acorda entre 7h e 8h. Ao contrário do que se pensa, quando ele dorme mais tarde, acorda mais cedo na manhã seguinte (e fica de mau humor!). Assim, a chupeta é de uso cada vez mais restrito.

Quanta coisa legal!
Ai, tô frito!

Aula experimental de natação: gostei!



 
(Logo) depois da aula de natação.

Ê vida boa!

Doeu mais no papai e na mamãe do que em mim...

Nada abala meu apetite

Papai fechou minha passagem. Só me resta pular por cima!

Que esconderijo legal!