segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

NANA NENÊ!!!

Sim, é isso mesmo, às vezes dá vontade de gritar NANA NENÊ!!!, mas é óbvio que isso não nos leva a lugar nenhum e só nos resta descobrir como fazer essa criatura que vem sem manual descansar e por consequência nos deixar dormir também.
Lembro de um paciente que eu atendi umas vezes e que a primeira vez que ele apareceu, ele e a esposa estavam às voltas com uma tentativa de engravidar que estava gerando muito estresse, razão pela qual veio me procurar. Felizmente eles conseguiram engravidar e o bebê nasceu sem problemas e aí veio a razão das novas consultas, pois a criança não dormia à noite e consequentemente os pais também não e ele chegou a dizer em um momento de desespero "Ah, se arrependimento matasse..."
Felizmente nosso filho não é assim, mas tem horas que parece que ele está testando nossos limites!
Assim que voltamos para casa da maternidade ele dormiu da meia noite às seis da manhã, o que nos rendeu uma bronca do pediatra, pois ele não poderia ficar tanto tempo sem mamar nos primeiros dias de vida (corre o risco de hipoglicemia) e como ele havia perdido algum peso fomos orientados a acordá-lo de três em três horas para mamar e assim fizemos até sua curva de ganho de peso se estabilizar. Agora estamos tentando educá-lo para dormir pelo menos da meia noite às seis da manhã.
A filha de um amigo teve uma menina que está com um ano e nos primeiros meses ele não dormia por nada à noite acordando com qualquer barulho. Já percebemos que nosso filho tende a acordar, ou quando está com fome ou quando está incomodado com alguma coisa (cólica, vontade de arrotar, xixi que vaza da fralda, etc) e que fora isso ele dorme bem. Ele não gosta de ficar sozinho e às vezes chora para que o peguemos no colo e temos medo de ficarmos escravos da sua vontade. Para poder lidar com o pimpolho nos recomendaram alguns livros, o primeiro chama-se "Nana Nenê" e quem falou dele foi a filha do nosso amigo cujo bebê não dormia por nada, o outro chama-se "Segredos de uma encantadora de bebês" e a Helene está lendo, já quase no fim.
Percebemos algumas coisas: nosso filho acalma quando está no carrinho em movimento (o mesmo vale para o nosso carro quando vamos com ele para algum lugar) e quando saímos com ele pelo bairro, após alguns quarteirões ele está dormindo. Às vezes em casa, quando ele está chatinho colocamos ele no carrinho e ficamos empurrando pra frente e pra trás e ele sossega.
Às vezes quando está com cólica colocamos ele de bruços em minha barriga ou na da mãe e ele acalma e dorme.
Estamos tentando ajustar os horários de sono e por volta das 20 horas ele vai para o nosso quarto com a luz apagada para mamar e dormir até meia noite quando deve mamar mais uma vez e dormir até as seis da manhã. Em alguns dias deu certo, em outros ele acorda de madrugada. Outra noite acordamos às tres da manhã, a Helene deu de mamar, trocou ele e disse que ele dormiria. Para não acostumá-lo a só dormir no nosso colo nós o colocamos no berço ao nosso lado e ele ficou chorando, após meia hora de choro e sem conseguir demovê-lo desse comportamento e sem que notássemos razão para o choro, eu levantei e coloqueio no berço que fica no quarto dele. Ele ainda chorou até as quatro da manhã quando finalmente ele se rendeu (ou cansou) e dormiu. Partiu o coração da Helene, mas funcionou.
Outra coisa que tem funcionado bem foi uma dica de uma amiga da Helene, que é deixar ele dormir de barriga para baixo. Fizemos isso um dia que ele estava chorando e não havia o que fizéssemos para acalmá-lo. Nós o pussemos deitado de barriga para baixo no berço, com a gente por perto e depois de 10 minutos ele estava dormindo e até agora tem funcionado bem, mas só o fazemos quando estamos por perto para vigiar para ele não sufocar.
A estratégia de embrulhar ele apertado com um cueiro não tem funcionado mais. Deu certo quando ele era menor, mas agora ele se debate até se soltar.
Já não esta dormindo mais no carrinho ao nosso lado. Agora ele dorme em um berço-rede que nossa cunhada havia ganhado no nascimento da Beatriz e que agora está pequeno para ela, sem contar o risco de ela cair da rede. Nosso filho ainda fica bem nele, mas logo deverá ir para seu berço no seu quarto.
Dormindo embrulhadino na maternidade como um Temaki

dormindo de bruço no colo da mãe
Dormindo de bruço no colo do pai
                                   
dormindo de bruço no braço do pai

ficando com sono

Dormindo de bruço no berço

Berço rede ao lado de nossa cama

Dormindo no carrinho

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Além das vacinas...

A principal “batalha” desse primeiro bimestre foi fazê-lo recuperar o peso de nascimento, o que só ocorreu em meados de janeiro. Ele vinha melhorando o ganho de peso ainda em dezembro, mas apenas na consulta de 19 janeiro que a pediatra estimou que estivesse ganhando seus 30g/dia. Durante essa fase, o relógio foi meu companheiro e fiz um diário de amamentação, onde anoto outras coisas também, incluindo as dúvidas para tirar nas consultas médicas. Pode parecer meio TOC, mas tem funcionado bem para mim e me ajuda a não perder a noção dos dias, além de perceber se estamos conseguindo entrar numa rotina.
Ao longo desses dois primeiros meses, o Fernando se desenvolveu bastante. Revendo as fotos de quando nasceu, percebo agora como ele tinha o rosto inchado nos primeiros dias. Os cílios se alongaram e agora são numerosos; quando nasceu, ele tinha 2 num olho e 3 no outro! Agora o rosto está mais rechonchudo, apareceram aquelas covinhas na base dos dedos e novas dobras, as unhas dos pés foram cortadas pela 1ª vez (as das mãos, semanalmente, desde a 1ª semana). Os macacões RN não servem mais; alguns, até serviriam, mas os pés ficam com os dedos dobrados e alguns ficaram curtos mesmo, não fecham. Algumas roupas P também estão justas; outras estão perfeitas, mas algumas já deixaram a gaveta. E já começou a usar alguns macacões M.
Aprendemos a identificar alguns sinais e essa é a difícil fase das cólicas. Ainda bem que a pediatra avisou, pois eu estava aliviada e orgulhosa na consulta do 1º mês: ele não tem cólica! E ela esclareceu: agora é que começam e são normais até o 3º mês. Esqueci de perguntar: início do 3º mês ou 3 meses e 4 semanas?...
Ele curte os banhos, não reclama de trocar fralda (no começo, especialmente quando ainda tínhamos que limpar o umbigo, ele sempre chorava) e adora chupar a mão. Já acompanha objetos com os olhos – adora o móbile de aviõezinhos que ganhou do Zeca e da Carol. Também gosta do macaquinho e da estrela que ganhou da Sonia, pendurados no bebê conforto.
O pescoço está mais firme e ele se ajeita melhor no bebê conforto, mas não parece se incomodar quando a cabeça pende para o lado ou fica enrolado, em posições que nos parecem desconfortáveis. Na verdade, quando ele tem cólica, uma das coisas que o acalma é ficar encolhidinho até cair no sono.
As pernas também estão bem fortes e ele gosta de esticá-las. No meu colo, se ele ficar deitado, logo começa a procurar o peito. Então, se não vai mamar, eu seguro ele sempre sentado, virado para frente, mostrando o mundo; ou em pé, abraçadinho comigo. Com o papai, ele gosta de ficar no braço ou no peito.
Está bem mais expressivo e interage mais conosco. Especialmente depois de uma boa mamada, exceto à do começo da noite, antes de dormir, ele fica acordado e adora bater um papo e dar um sorriso, às vezes, até risadinhas!
Tirei uma foto parecida com a do dia em que chegamos em casa do HU para ver o quanto ele cresceu. Eu sinto que ele cresceu bastante, mas todos ainda dizem: nossa, que pequenininho!...

Helene
1º dia

1º dia em casa
quase 2 meses
satisfeito, depois de mamar
não me deixe aqui! vou chorar...
olha o aviãããão
confortável, observando meus brinquedinhos com o Erik
ó que forte!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Febre




Hoje nosso filho está melhor e a reação à vacina tetravalente aparenta ter passado. Também, depois de uma "overdose" de vacinas seria surpreendente se ele não apresentasse qualquer reação (tomou vacina oral contra o Rotavírus, oral contra Poliomielite e intramuscular tetravalente). Passamos o dia de ontem monitorando temperatura e estado geral, pois a pediatra nos orientou que acima 37,5°C poderiamos cuidar em casa com Tylenol* gotas, mas que pela idade dele, se atingisse 38ºC seria melhor levar ao PS. Ontem à noite sua temperatura havia diminuido para 37°C e não havia sinais de prostração, com ele mamando bem, alerta e ativo. Comprei o Paracetamol gotas para o caso de precisarmos, mas acabamos não usando, dando preferência às compressas frias e no fim do dia um banho morno. Hoje pela manhã seu corpo já se mostrava fresco. Na coxa esquerda,  local da vacina tetravalente contra difteria, tétano, coqueluche e meningite, não houve nenhuma reação e a reação à vacina contra o Rotavírus também não aconteceu (diarréia e/ou sangue nas fezes, mas ela falou para observar durante todo o mês). Mês que vem tem mais (pneumocócica e meningocócica) e com 4 meses repete a deste mês. Vamos ver como será...
compressa fria

"chatinho"

no colo do pai

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Segundo mês de vida

Dia 04 de fevereiro de 2011 nosso filho completou 2 meses de vida e o grande plano para o dia era ir ao posto de saúde tomar vacina (Que presentão!). No dia anterior fui sair com o carro no fim do dia pois estava chovendo e qual não foi minha surpresa ao perceber que ele estava sem bateria. Procurei pela internet e vi alguns lugares que vendiam a bateria e traziam em casa e instalavam. Logo pela amanhã liguei e encomendei, pois precisaria do carro para levá-lo ao posto. O dia começou chuvoso e esperei chegar o rapaz da bateria que chegou por volta do meio dia. Almoçamos e logo depois fomos ao posto. Como da outra vez, não havia ninguém na nossa frente e fomos atendidos logo. Primeiro ele tomou a primeira dose contra rotavírus (uma seringa pequena via oral), em seguida a 1ª dose da Sabin (as gotinhas via oral) e por último a tetravalente (com uma injeção IM na coxa esquerda). A Helene aproveitou para tomar a última dose da vacina contra tétano. A moça do posto orientou quanto a reação da vacina contra rotavírus, que apesar de rara pode acontecer, com diarréia com sangue e se isso acontecesse para ir ao médico e depois avisar no posto. Felizmente isso não aconteceu, mas ele teve reação à tetravalente com febre de 37,6°C e ficou bem chatinho todo o dia. Ficamos em dúvida quanto a dar um antitérmico e por isso só mantivemos compressa fria na cabeça. Mesmo incomodado ele mamou e dormiu bem apesar de demorar para dormir. Hoje pela manhã ele estava melhor, mas ainda está com temperatura acima de 37 graus (37,3°C na última medida). A Helene ficou acordada até 2 da manhã cuidando dele e eu acabei dormindo pois tinha que dar aula pela manhã. Depois da aula fiquei com ele para que ela pudesse descansar um pouco. Acho que vou comprar Paracetamol gotas para ter em casa caso ele não melhore, pois hoje o dia está bem quente.
Depois do posto fomos ao banco, à Alô Bebê para comprar fraldas e algodão, passamos na casa da minha mãe para ver se havia correspondência e fomos pegar alguns papéis do trabalho da Helene e um canguru que ganhamos na casa de um colega dela que mora por perto. Voltamos para casa e não saímos mais. Mais à noite ele e a Helene deram uma passadinha no dojo para falar um oi pro pessoal.

segundo mês de vida

visitando o tatami

com o João (esq) e Sérgio (dir). Eduardo ao fundo.

compressa para abaixar a febre

febrinha!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Com quem eu me pareço?

Me parece que sempre que nasce uma criança, os pais, familiares e amigos procuram saber com quem ela se parece. Como não poderia deixar de ser, nós não somos exceção. A minha família acha que ele se parece com a Helene enquanto que a família dela acha que ele se parece comigo. Eu sou péssimo nisso, tanto que todo mundo diz que eu sou a cara de meu pai e eu olho fotos de nós dois e não consigo ver essa semelhança (não quer dizer que ela não exista, só que eu não consigo vê-la). É por isso que eu acabo achando que ele se parece com ele mesmo. Com certeza os olhos amendoados são os da mãe, já ela diz que a sombrancelha dele é igual à minha. Outro dia estava na frente de casa com ele tomando os 15 minutos de Sol da manhã quando uma "obachan" que mora no prédio vizinho e que a gente conhece de se cumprimentar veio falar comigo a respeito de nosso filho e comentou que ele não se parecia com nenhum de nós dois (aliás, ela tem uma netinha que também é mestiça com mãe "ocidental" e pai "japonês").
É por isso que resolvemos criar uma enquete para que os amigos que nos acompanham possam dar sua opinião e o título é: "Com quem eu me pareço?"
Para ajudá-los seguem algumas fotos da Helene e minhas quando tínhamos nossos primeiros meses de vida.
Divirtam-se!
Com quem eu me pareço?

Me pareço com a mamãe ou com o papai?

Com a mamãe?

Com a mamãe?

Com o papai?

Com o papai?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Feliz Lua de Leite!

Foi o que a Denise Niy (http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=livro&ext=html) me desejou quando soube do nascimento de nosso filho. Achei lindo e doce: feliz lua de leite! Vislumbrei o quão feliz poderia ser essa fase, após minha gravidez maravilhosa e meu parto normal (escrevi um post sobre isso).
“Foi lindo!” ou “Delicioso!” não são exatamente respostas honestas para descrever a cena do parto e só vivendo a experiência para entender sua maravilha e encanto. Convicta da fundamental importância para a saúde do bebê, para minha recuperação e para o vínculo mãe-filho, confesso que achei que seria fácil dizer que amamentar é lindo e delicioso.
Lembro-me do quanto me impressionei com minha cunhada Simone soluçando para amamentar a Bia. Até então, eu não me lembrava de ter ouvido falar sobre dores durante a amamentação, ou não havia me sensibilizado, não sei... Durante a gravidez, perguntei para amigas, e descobri que dificuldades com a amamentação são freqüentes. As dificuldades variam: mamas sem bico, o bebê não consegue pegar ou sugar, mamilos rachados e fissurados, mamas doloridas, noites mal dormidas, entre outras. Por quanto tempo persistem? “Só no começo” foi a resposta comum. A pergunta que me faço ultimamente é: quanto tempo dura o começo? Relembrando das conversas, ouvi “ah, nem lembro, só no começo”, “só no 1º mês”, “só nos primeiros dias”. Bom, o tempo é relativo e diante de toda uma vida pela frente, um ano ou mais pode ser considerado só o começo...
O Fernando aprendeu a pegar direitinho: boca de peixe, lábios evertidos e eu não tive dificuldade de posicioná-lo: barriga com barriga, cabeça alinhada com o tronco, narinas livres. Ótimo. Mantê-lo acordado foi uma das dificuldades. Doía, mas era uma dor suportável. Mas e o leite? As enfermeiras me perguntavam:
- O leite desceu?
- Acho que não, não sinto, aperto com os dedos e não sai nada...além disso, a cada pesagem ele perde peso e depois de um tempo no peito, ele solta e chora. Será que sente fome?
- Ah, tem sim! Esse é o colostro, mas logo, logo o leite desce e você vai sentir! - Após um aperto no mamilo.
Confiante de que voltar para casa melhoraria tudo, entre sair do HU e chegar em casa, parecia que minhas mamas iam explodir: quentes, inchadas, túrgidas, latejantes. Ainda não sentia o leite descer nem vazar, mas achei que mamas cheias seriam sinal de que era hora de amamentar. Após uma semana, as mamas não inchavam tanto e ainda não sentia o leite descer. Temi que o leite estivesse secando, pois o Fernando ainda mais dormia que mamava. A essa altura, meus mamilos estavam bem “magoados”. Numa consulta perguntei sobre eles e a enfermeira disse: estão ótimos! Você não tem noção de como algumas mulheres ficam!...
Imaginei que seria mais fácil se as mamas fossem transparentes: saberia exatamente o percurso percorrido pelo leite, seu aspecto, volume inicial e volume final. Pronto: saberia dizer se meu filho estava mamando bem!
Passado o 1º mês, achei que da noite para o dia, deixaria de sentir dor. Na consulta do puerpério (18/jan), a Dra. Fernanda falou: “A fase mais difícil é essa, em torno dos 40 dias, agora começa a ficar gostoso”. Estou orbitando esse período e ela me esclareceu: mais para frente você vai sentir o leite descer. Nessa fase, ainda não.
Fantasio se descer o leite é como xixi saindo ou menstruação descendo, quem sabe, lágrima brotando no canto do olho ou, mais sutil, suor sobre cada poro da pele... na verdade, nesses dias, acho que comecei a sentir algo como fluxo pelas mamas. A dor parece mais suportável em alguns dias ou mamadas, às vezes desaparece e quando acho que vai ficar gostoso, volto a sentir essa dor como agulhadas – agulha de máquina de costura!
Fora isso, ter sono e não poder dormir, sentir fome e não poder comer, ter vontade de ir ao banheiro e não poder ir abalam meu humor. Também não gosto de comer com pressa. Todas essas situações são freqüentes na amamentação.
Assim, é mais verdadeiro dizer “amamentar é um ato de amor” que, de fato, alimenta meu amor por ele. É um momento especial para sentir como ele cresceu, ganhou peso, perceber como os cílios que se alongaram, uma nova dobrinha, as unhas grandes... Mas o melhor é ver meu filho mamando, olhos fixos e mim ou mamindo (mamando + dormindo), sereno como um anjo, sentir suas mãozinhas me apertando ou acariciando e, quando vem o sono ou a saciedade, os olhinhos se arqueiam anunciando um sorriso com covinha e eu me derreto toda. Pronto, qualquer desconforto se foi e por hora, quem precisa de um babador sou eu!

Helene

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os primeiros dias com o Fernando (no HU)

Pensei em chamar esse post de “primeiros dias como mamãe”, mas não seria verdadeiro, pois me sinto mãe desde que descobri que estava grávida.
Eu poderia dizer Fer-nanando para definir o 1º dia...
Recapitulando, no 1º dia de vida, ele basicamente dormiu. Logo que nasceu, o médico o colocou em meu colo. Ele estava bem quente e parecia estar dormindo. Sentia ele se mexendo, mas fiquei assustada com a cor: cinza, como um hipopótamo!...à medida que as enfermeiras o limpavam, ele começou a resmungar e depois chorar, mas um chorinho.
Ainda na 1ª hora de vida, após o banho e primeiros exames, pude amamentá-lo. Percebi que nascer devia ser muito cansativo. Ele pareceu nascer sabendo sugar (literalmente), mas após alguns minutos, adormeceu. Não sei se tem relação, mas durante a gravidez, ele era mais ativo no fim do dia e à noite.
Eu também estava cansada – e faminta! Minhas pernas também dormiam – ficaram assim até o final da tarde! Lembro das enfermeiras discutindo se eu poderia “subir” da sala pós-parto até a enfermaria, no 5º andar. Pensei “não, não consigo caminhar!” ao escutar elas decidirem que eu podia subir. Era de elevador, ufa! Devia estar muito calor, mas eu estava com um cobertor sobre as pernas, frias.
Vigiando o Fernando e tentando descobrir a cor e forma dos olhos, eles se resumiam a:
- - (fechados) ou - - (espremidos) ou = = (esforçando-se, em vão, para abri-los)
Na madrugada de sábado para domingo, ele mostrou que sabe chorar – não sei se por causa da fralda suja ou de fome. Durante o dia, bocejou, chupou o dedo, abriu os olhos, suspirou... depois soluçou, espirrou. Mas basicamente dormiu – até sonhar... e sorrir!
Ficamos no HU até 4ª-feira, dia 7. Nesses dias, recebemos assistência constante: diariamente vinha alguém verificar minha pressão, temperatura, os pontos, mamas e palpar minha barriga; uma pediatra examinava o Fernando e ele era pesado duas vezes por dia. Também tivemos aula sobre banho, troca de fraldas, alimentação, amamentação e outros cuidados.
Os cuidados e orientações me ajudaram muito, pois a todo instante eu tinha dúvidas e pude saná-las antes de voltar para casa. As dúvidas continuam surgindo, mas estaria muito mais perdida se tivesse voltado em menos tempo para casa. Quero registrar meu agradecimento a toda a equipe de médicos, enfermeiros e auxiliares durante nossa estada no HU.

Helene