quinta-feira, 14 de abril de 2011

4 meses e 4 dias

Dia de consulta no HU (não íamos lá desde 19/jan). E quantas novidades! O atendimento não é mais na UBAS nem feito por residentes; fomos encaminhados ao ambulatório e atendidos por um pediatra, jovem e decontraído.
Nosso filho continua próximo da média em estatura (61cm) e perímetro cefálico (40,5cm), mas o peso (5300g) já está no limite inferior e o IMC, abaixo da faixa de normalidade. Por isso, pediu retorno em 15 dias para reavaliar o peso. Até lá, ele pediu que reavaliássemos os horários de mamar: durante o dia, intervalos de 2 a 4 horas; à noite, não ultrapassar 6 horas. Se não ganhar peso adequadamente, complementaremos a amamentação com alimentos.
De fato, ele às vezes até dava uma gemida durante a noite, mas nos condicionamos a descartar outras causas de choro (desconforto, fralda suja, frio, calor) antes de pensar em fome. Se ele se acalmava e voltava a dormir sem reclamar, deixávamos. Taí algo em que ele se parece comigo: quando estou com sono e com fome, durmo e me esqueço da fome. Assim, agora, ofereço o peito por volta da meia-noite. E ele mama muito bem! E depois volta a dormir, sem problemas.
Quanto ao dente, ele disse que nosso bebê está seguindo os livros-texto: dentes a partir do 4º ou 5º mês. Avaliou seu desenvolvimento geral: “super esperto”, disse o médico. Para não deixar dúvidas, ele até rolou na maca! Me dei conta de que ainda usava a almofada “segura nenê” para deixá-lo dormir de lado, ou mesmo de barriga para baixo. Na 2ª testei não usá-la e ontem ao amanhecer, ele havia rolado e rodado no berço.
Outra pergunta: vocês dão chupeta? Então...resistimos bravamente, mas na noite anterior resolvemos testar. Pretendíamos aguardar pela consulta, mas no fundo, já havíamos decidido que era melhor do que deixá-lo chupando o dedo. Queremos que dormir seja um momento gostoso para ele, que ficava irritado por não poder chupar o polegar até pegar no sono.
Assim, na noite anterior, depois de mamar, arrotar, limpar o dentinho e embrulhar a mão esquerda, eu o coloquei no berço e ofereci a chupeta. Ele pegou na hora, sem estranhamentos, e dormiu sem dar um pio! Depois de uns 15 minutos parecia estar em sono profundo. Tirei a chupeta e ele reclamou. Devolvi. Após uma hora, tentei tirar novamente e, ao me aproximar, ele arregalou os olhos e me encarou como quem diz: Tô de olho em você! Nem vem que essa chupeta é minha!”. Deixei para lá. Antes de dormir, fui vê-lo e já estava sem chupeta, dormindo com o um anjo.

consegui livrar a mão!

pantufinha na mão e chupeta na boca!




            O pediatra disse que para o bebê, chupar chupeta equivale a comer um chocolate para nós. Hmm, deve ser bom mesmo, então! Só nos alertou para oferecer de forma controlada (como devemos fazer com chocolate). Isso nós já havíamos combinado, seguindo o exemplo da Rose com a Nina: chupeta, só na horizontal. Ao deitar, de dia ou de noite, oferecemos’. Antes de sair do berço, tiramos. Durante o dia, no balanço, bebê conforto, colo ou carrinho, não.
Na verdade, a partir do 2º dia, ele já cuspia a chupeta, protestando: prefiro colo, prefiro meu polegar. De lá para cá, tem dias que ele curte mais, outros, não. Às vezes dorme sem reclamar, outras vezes, chora um pouco... ou muito, até grita, mas nunca leva mais que 15 minutos para pegar no sono e sempre acorda sem a chupeta.
gostoso!
O Papai comprou um mordedor de gel – ele já segura e leva à boca. E morde, como morde! Está todo riscadinho...impressionante o desenvolvimento dele nessas últimas semanas: várias formas de encontrar o polegar e levá-lo à boca, estender o braço para alcançar algum objeto ou levantar o tronco quando está de bruços, observar movimentos, interagir conosco, testar a própria voz e sons com a garganta e os lábios, enfim, uma fase de grandes descobertas e invenções!


Helene





brincando com a boca


Tem alguém aí? Já acordei, quero levantar!
 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

4º mês

 Dia 4, mês 4, 4º mês de vida. Dia de vacinas, a 2ª dose das mesmas vacinas que haviam provocado febre no 2º mês... após um tempo de espera (a mais longa desde a 1ª vez que fomos ao posto), um choro de perder o fôlego, um dia diferente da rotina dele (sem a soneca da tarde), ele pareceu bem até a mamada pós banho, antes de dormir, quando começou a chorar e se contorcer enquanto tentava mamar. Desta vez, não esperamos: demos paracetamol (com corante e adoçante, fazer o quê?...), pois pensamos que o problema nem fosse a febre (que não chegou a ter desta vez), mas a dor. Se nós ficamos prostrados, imaginem ele?
As novidades desse mês que passou incluem a consolidação da rotina, e decidimos não acordá-lo durante a noite, após 3 ou 6 ou quantas horas fossem. Outra mudança é que passei a dar a última mamada do dia com a luz acesa. Isso porque essa mamada equivale ao jantar, e não jantamos no escuro. Assim, depois dessa mamada, ele passou a ir para a rede, no nosso quarto, acordado. E logo depois, dormia, quase sempre sem reclamar.
No dia 16 de março, passamos no pediatra: 5100g e 60cm. Nesse dia, durante o passeio da manhã, ele descobriu o polegar esquerdo! Encaixava direitinho e chuip, chuip, chuip...corrigimos na hora, lembrando que a pediatra do HU havia alertado: a mão pode, o dedo, não! Foi um passeio e tanto: ele encaixava o dedo, a gente tirava. Sem brincadeira, foram umas 20 ou 30 vezes! De lá pra cá, tem valido tudo: enrolar a mãozinha dele no babador, enroscar os bracinhos nos brinquedos e até coloquei a pantufinha de toalha que a tia Simone deu na mão. Ele parecia não se incomodar e chupava a mão direita (toda).


que gostoso!
 

cadê meu polegar?

No dia 17, participei de uma banca de doutorado na FSP e ele se comportou super bem, entretido pelo papai, com direito a visitar a Biblioteca, a Revista, os departamentos, participar da festa oferecida pela recém-doutora e conhecer vários amig@s da mamãe.
E no dia 18, retomei minhas aulas de francês, confiando no sono noturno dele.
Ufa, aquela foi uma semana e tanto!
Nessas duas últimas semanas, ele tem alterado os horários de acordar durante a madrugada. Ao invés de acordar meia-noite, às vezes acordava 1 ou 2 da manhã e depois, quando o dia já começava a clarear. Ou, acordava meia-noite, mas depois, ao invés de acordar por volta das 3h, passou a acordar 4h ou 5h. Após essas mamadas, passei a deixá-lo no berço, no próprio quarto. Teve um dia que ele dormiu por 9 horas direto! Com essas mudanças, eu acabava vigiando o sono dele. Ficava trabalhando até 1, 2 da manhã, esperando ele acordar. Só um dia consegui dormir por 6 horas seguidas, o que não acontecia desde o dia que voltamos no HU!
Hoje, pela 1ª vez, ele dormiu no berço, no próprio quarto desde o começo da noite, pois ele ainda ficava no nosso quarto durante o que ainda é o período mais longo de sono: por volta das 18 à meia-noite. No começo, ele dormia na rede, no nosso quarto, durante toda a noite e só ficava no berço para as sonecas durante o dia.
A outra novidade: no chororô da tarde, ele segurou minha mão e levou à boca. Gente, tem uma serrinha na gengiva! Já estava apreensiva com a possibilidade dos dentes nascerem logo, pois ele passou a babar muito nesse último mês, mas o médico disse que era normal. Sempre limpo a gengiva dele, mas com o dedo envolvido na fralda, não havia percebido...
Continuei sofrendo para amamentar e tudo parecia estar piorando quando recebi orientação da minha parceira de treino, Margareth, que é dermatologista. Na verdade, senti um certo alívio só dela examinar e dizer: nossa, você deve estar sofrendo! Foi como assopro seguido de beijinho no joelho ralado de criança. Finalmente alguém entendeu o que eu sentia! Venho tratando e melhorando, aos poucos. A natureza é sábia: durante a amamentação, não sinto dor. Acho que é a magia da interação com meu filho, ver o quanto ele cresceu e se desenvolveu somente com meu leite, sentir as mãozinhas segurando a mama (no começo eram os braços!), o olhar atento em mim, um sorriso quando brinco... mas quando ele se sacia, lá vem aquela dor, agora menos intensa, menos persistente...
Nesta semana temos consulta no HU e vamos esclarecer nossa dúvida: nos rendemos à chupeta? Ainda estamos resistindo, mas nesses últimos dias, ele aprendeu a livrar o polegar e fica nervoso, grita, quando não pode chupar seu delicioso polegar esquerdo (ainda não descobriu que tem outro na mão direita...).
Helene

Recuperação da Mamãe

Brinquei muito que nosso filho foi reprovado ao nascer no quesito cor e ficou de recuperação na avaliação de peso. Mas e a mamãe, como pode ser avaliada?
Considero que a gravidez foi ótima: o ganho de peso ficou entre 8 e 9kg, sem enjôo no 1º trimestre, sem edema, sem maiores problemas, fora uma gripe forte no início de cada trimestre. O parto impressionou os médicos do plantão, por causa da minha dilatação em curto intervalo de tempo, embora eu tenha passado horas com aumento de contração sem dilatação.
A recuperação pós-parto foi ótima! Meus pontos da episiorrafia começaram a cair ainda na maternidade e quando o umbigo do Fernando caiu, em 13 de dezembro, percebi que eu já não tinha mais pontos. Mas no final do 1º dia eu já me sentei na cama, cruzei as pernas, caminhei, sem dor, sem problemas. Quando fomos avaliar o peso do Fer em 9 de dezembro, eu já tinha perdido 6kg! No final de janeiro, já pesava menos do que no início da gravidez. Voltei a usar minhas calças de antes da gravidez, mas apesar do peso ter voltado, a configuração é diferente... Em poucas semanas, eu já achava que dava para voltar a caminhar, retomar alguma atividade física. Esperei pela prudente recomendação de 1 mês, embora já estivesse como um furacão pela casa desde o dia em que voltamos do HU. Quando finalmente cumpri esse prazo, simplesmente eu não tinha disposição! Apesar da saudade dos treinos, a sensação era de que eu desmaiaria se tentasse treinar.
Lembro que brincávamos com os amigos recém-papais e mamães: dormir por 8 horas ou em 4 turnos de 2 horas são coisas completamente distintas! E é verdade. Eu ficava quebrada. Às vezes tinha sono, o Fer dormia, mas eu não conseguia dormir porque não era um horário habitual para mim; outras vezes, tinha sono e oportunidade de dormir, mas não conseguia por causa das dores da amamentação (infelizmente isso ainda acontece). Definitivamente, dormir e descansar são coisas distintas. Aos poucos, fui aprendendo a desligar e descansar em qualquer horário, a ponto do Zé me chamar e eu reagir como nosso filho quando é acordado: onde estou? o que está acontecendo? por que tenho que acordar?
Nunca gostei de acordar cedo, mas sempre consegui funcionar adequadamente para assistir ou ministrar aulas pela manhã. Apesar das madrugadas interrompidas, consigo acordar bem, se logo depois da mamada dos sonhos do Fer eu também durmo mais um pouco. Porém, às vezes, fico rolando por uma hora até conseguir dormir. Aí na manhã seguinte estou quebrada!
Nesses dias parei para pensar sobre as mulheres que retornam ao trabalho após 4 meses de licença maternidade. Deve ser terrível em todos os sentidos! O bebê é muito pequeno e o sono da mãe, muito curto e leve. Uma boa noite de sono perdida não tem recuperação. Por sorte, terei 6 meses e depois, emendo férias. Ainda assim, vou achar que o pequeno é muito pequeno e muito provavelmente, ainda estarei com noites de sono curto e leve...
Fico feliz em ver que o Fer dorme bem durante boa parte da noite, e tem seguido uma rotina bem estruturada, que me permitiu voltar a treinar em fevereiro, com direito a um banho gostoso e jantar com calma, enquanto nosso filho dorme. A exceção foi a 1ª vez que tentei treinar – pusemos a babá eletrônica e aos 5 minutos do aquecimento, ele chorou...
Ainda me sinto fora de forma, tenho dores nas costas, mas aos poucos, vou me recuperando. Atualmente estou fazendo compressas quentes em pontos de acupuntura, para recuperar a energia perdida no parto. De maneira incrível, as dores nas costas deram trégua.
Pensei bastante antes de voltar para o francês (18/03): por um lado, penso que devo aproveitar todo o tempo da licença maternidade para nosso filho; por outro, penso que retomar algumas das minhas atividades, ver gente, praticar minha atividade física, sair de casa um pouco, me faz bem e, principalmente, me permitirá uma transição para a volta ao trabalho. É um exercício de autonomia para mim e para nosso filho.
Não consegui me desligar da escola, embora me permita ficar uns dias sem abrir email e deletar alguns sem ler, quando identifico que o assunto não me diz respeito nessa fase. Em dezembro ainda tinha provas de recuperação para corrigir, em janeiro tinha relatório para entregar, em fevereiro, uma tese para ler e por aí vai...eu desconfiava que não conseguiria me desligar, pois eu sinto falta dos colegas e alunos!
Como disse, sou uma propensa à felicidade: amo minha vida, meus pais, irmãos e sobrinhos, meus amigos e amigas, meu trabalho, o aikido e, acima de tudo, minha família: Zé, Erik e Fernando Akira! Tudo meio fora de ordem, demandas de trabalho, sono perdido, mas tudo me parece bem!

domingo, 13 de março de 2011

Além das vacinas (3º mês)

Felizmente desta vez as vacinas não provocaram qualquer reação adversa ao nosso filho. Ele ainda não entendeu o que significa ir ao posto de saúde, e por hora, as injeções na coxa parecem doer mais em mim do que nele...

Em 17 de fevereiro, estivemos em consulta com um pediatra do convênio particular, pois saindo do HU no dia 19/jan, só conseguimos agendar consulta para 8/abril. Mesmo pelo convênio, alguns consultórios e clínicas só tinham agenda para abril ou maio! Mas acabamos conseguindo marcar a consulta de fevereiro e seguir a recomendação de consultas mensais no 1º ano de vida. Ele estava com 58cm e 4800g. Logo imaginei que no HU talvez levássemos uma advertência, mas esse médico não estimou o ganho diário de peso, nem consultou a curva de crescimento. Muito tranqüilo, disse: é esguio, melhor que ser obeso. A consulta foi bem rápida e ele endossou: nada substitui o leite materno. Para mim, ele continua cada vez maior e mais pesado!
Ele ainda fica bem deitado sobre minhas pernas, mas logo ele só conseguirá ficar sentado.
  

deitado nas minhas pernas 6/dez/2010

    
deitado nas minhas pernas-11/mar/2011
 
no meu colo - 08/dez/2010

no meu colo - 06/mar/2011

 Para mim, o mais importante durante o mês de fevereiro foi conseguirmos estabelecer uma rotina estruturada para nosso filho. No início do mês, a Patrícia, irmã do Zeca, gentilmente nos emprestou o livro “Os segredos de uma encantadora de bebês”, de Tracy Hogg. Nós conhecíamos o encantador de cães, Cesar Millan, cujo livro eu dei de presente para o Zé há um tempo, já fãs do autor por meio de seus programas na TV. Fiquei fã da encantadora de bebês também!
Devorei o livro e ainda dei uma 2ª passada para anotar algumas coisas. Acho que a lição mais importante foi a de estabelecer o que ela chama de rotina estruturada, resumida pelo anagrama EASY (eating, activity, sleep, you). Estruturada porque segue sempre essas etapas, mas os horários podem ser flexíveis.
Deixei o despertador de lado, embora ainda mantenha meu caderninho de anotações junto ao meu relógio. Passei a deixá-lo dormir mais durante a noite, sem receio, pois segundo a autora, bebês podem dormir 8 horas/noite a partir do 1º mês de vida!
As mamadas estão mais curtas (mas ainda tenho dores perturbadoras entre as mamadas) e procuramos respeitar o intervalo máximo de 3 horas entre as mamadas durante o dia. É comum termos que acordar o pequeno, que desperta assustado e começa a soluçar fazendo bico de choro. Sempre espero ele se situar, se acalmar e me identificar. Logo ele abre um sorriso, então, eu o pego no colo. Se ele foi acordado, ainda preciso vigiá-lo para ele não dormir enquanto mama. Quando ele acorda espontaneamente, nunca faz escândalo. Sabemos que ele acordou por causa do barulho dele chupando a mão ou, no máximo, ele fica inquieto e começa a soluçar ou choramingar. Só sei que é fome em função do horário, porque o choro nunca é de quem está faminto (ainda bem!).

Bom dia! (acordei) -19/fev


Onde estou? (fui acordado)-10/mar









O que na rotina estruturada se chama “atividade” corresponde ao tempo que ele fica acordado após mamar. Inclui troca de fralda, alguma brincadeira, mas nada muito radical. Eles se cansam apenas de observar o ambiente ou algum brinquedo simples. Por 15 a 30 minutos, ele fica bem em qualquer lugar, incluindo nosso colo, bem-humorado e sorridente. Depois, fica meio indiferente, menos interativo e às vezes reclama de ficar sozinho. Logo começa a bocejar e coçar os olhos e/ou a orelha; hora de ir para o berço. Ele choraminga, mas em minutos, dorme. Se chorar, vale a pena checar: geralmente é um arroto atrasado ou ele cobriu o rosto ou se colocou em posição desconfortável da qual não consegue sair. Se não é nada disso e ele ainda chora, nós o viramos de barriga para baixo e ele logo dorme.
Claro que até estruturar esse esquema, tentamos várias coisas, o que rendeu o post “NANA NENÊ!!!”.
Atualmente, no final da tarde, iniciamos o ritual: tomar banho, ir para o quarto, fechar a janela, mamar. Essa é a única mamada em que eu o deixo adormecer no peito. Quando isso não acontece, eu o faço arrotar e o coloco na rede para dormir. Ele às vezes reclama, mas em poucos minutos, dorme. E como dorme! Se deixar, dorme até meia-noite ou mais. Nossa dúvida ainda é essa: deixamos dormir ou o acordamos após 3 horas?
Seria perfeito se ele desse essa dormida prolongada da meia-noite às 6h, ao invés do início da noite até meia-noite. Isso me devolveria um sono com mais qualidade. Mas ok como está porque nesse período eu faço minhas coisas, mas após a meia-noite – acorde ou tenha sido acordado, ele geralmente acorda novamente por volta das 3 ou 4h, e depois, no início da manhã.
De qualquer forma, durante as sonecas do dia, já consigo ter mais tempo para mim, para nós, para a casa. É o que a autora inclui no “You”.

Outras novidades durante esse mês foram os passeios de carrinho – o que nos devolveu o hábito de caminhar (o Erik adorou), e meu retorno aos treinos. Semana que vem, retomo minhas aulas de francês, à noite, enquanto ele dorme.
Helene


quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais vacinas

Ontem, dia 09 de março, fomos ao posto para dar mais uma batelada de vacinas em nosso filho. Em princípio estava marcado para o dia 04 de março que era o dia do meu aniversário e véspera da minha festa e acabamos "atrasando" a vacinação por alguns motivos. Em primeiro lugar, ficamos em dúvida quanto ao número de dias, pois na última vez em que fomos dar as vacinas perguntamos se caso o dia da vacinação caísse em um fim de semana se seria melhor antecipar ou postergar a vacina e a moça disse que poderia ser dada depois, pois o corpo teria "assimilado" melhor a vacina. Assim, como fevereiro tinha 28 dias ficamos com receio de dar a nova vacina com menos de 30/31 dias. Outra coisa que nos fez postergar a data foi o receio de que nosso filho tivesse a reação que apresentou na última vez e que justamente no dia da festa estivéssemos divididos entre dar atenção às pessoas e ao nosso filho passando mal. Infelizmente o meu aniversário coincidiu com o Carnaval e só pudemos dar a vacina no dia 09/03, quarta-feira de cinzas. Fomos à tarde e pela primeira vez tivemos que esperar nossa vez, pois haviam outras crianças na frente. Enquanto esperávamos, chegaram mais crianças para vacinar e a funcionária explicou que era comum acontecer isso depois de um feriado. Ficamos pasmos com a cara de criança das mães que estavam com os filhos para vacinar.
Ele tomou a pneumocóccica 10 valente e a meningocóccica C, uma injeção em cada perna. Chorou na hora e eu acho que mais pelo fato de ter que restringir seus movimentos do que pela dor da injeção, pois assim que eu o soltei ele parou de chorar. Acho que por enquanto ele não percebe direito o que vai acontecer, vamos ver mais para frente. Até os 7 meses teremos que ir ao posto vaciná-lo todos os meses.
Voltamos logo para casa e felizmente ele passou bem a noite e acordou hoje de manhã sem sinal de febre. Mês que vem repetirá as vacinas do mês passado que causaram a reação febril, veremos como será dessa vez a sua reação!
Panhan

Aniversário de 50 anos

Como viram, dia 04 de março de 2011 completei 50 anos. Como brinquei com alguns, completei minhas bodas de ouro com a vida e sinceramente espero completar minhas bodas de diamante, já não tanto por mim ou pela minha esposa, mas agora em boa parte pelo meu filho. Infelizmente não deverei estar presente quando meu filho completar 50 anos, assim como minha mãe não pode estar presente nos meus, mas acho que dá para estar nos 25 anos dele.
A festa foi no dia 05 de março, um sábado, no começo do feriado do Carnaval e por isso muita gente não pode comparecer, mas veio bastante gente e foi uma tarde legal com pessoas que eu gosto e que, se estavam, presentes com certeza gostam de mim.
Usei parte do dojo para montar a mesa com comidas e dispor cadeiras para as pessoas se sentarem. Para tanto retirei algumas placas de tatami, tomando cuidado para deixá-las em uma posição que fosse fácil recolocá-las em seus devidos lugares (pois senão fica muito difícil colocá-las de volta).
Veio a família da Helene e minha irmã Iracema e seus filhos Celso e Bianca. Vieram diversos alunos e alguns colegas do aikido e como eu disse foi uma tarde bem gostosa que teve seu auge com a exibição de um vídeo que os alunos fizeram em homenagem aos meus 50 anos, com motangem de fotos de várias fases de minha vida e alguns depoimentos no final. Foi bem emocionante e realmente eu não esperava por isso.


Realmente é muito legal perceber que sua vida tem algum sentido e que de alguma forma você deixa pegadas por onde passa. Que é bom ter pessoas que gostam e que se importam com você e que de alguma forma você faz diferença na vida dessas pessoas.
Só tenho uma coisa a dizer: "Obrigado do fundo do meu coração a todos que de alguma forma fizeram parte desses 50 anos de história!"

amigos e familiares
tatami removido para dar lugar à festa

hora do bolo

criançada brincando no tatami que ficou
assistindo ao vídeo
emoção à flor da pele
Suyoko (mãe da Helene), Luiza (mãe do Fuji), Martha e Simone
Iracema e família
Para mais fotos entre no link http://www.facebook.com/?ref=logo#!/album.php?aid=31099&id=100001480028858&fbid=151023101623690

sexta-feira, 4 de março de 2011

Feliz Aniversário!

Dia 4 de março é aniversário do Zé, que é Zé Fernando. Neste aniversário do Zé, o Fernandinho completa 3 meses. Isso mesmo. O pequeno foi concebido quando comemoramos o aniversário do Zé no ano passado.
Zé, querido, parabéns pelo seu jubileu! Parabéns pela pessoa que é, professor (de aikido) e doutor (médico), amigo e namorado, companheiro e cúmplice. Parabéns pelo pai maravilhoso que você tem sido para nosso filho, que aliás, eu me rendo: é a sua cara!
Sem dúvida, esse é um ano realmente novo na sua vida! Desejo que seja o início de uma fase muito feliz e divertida! Desejo muita saúde, paz, felicidades, muitos anos de vida e muita vida nesses anos.
Sei que você estranhou quando eu disse pela primeira vez que o admiro, no início do nosso namoro. Sempre tive clareza de que queria viver com um homem que eu admirasse, seguindo o conselho de minha mãe. Admirar não é necessariamente algo que sentimos por pessoas distantes; ao contrário, o melhor da vida é justamente poder conviver com pessoas admiráveis!
Continuo admirando você e tenho orgulho de ter vivido ao seu lado nesses últimos 10 dos seus 50 anos. Sempre fui uma propensa à felicidade, mas definitivamente, tenho sido cada vez mais feliz, ano a ano, ao seu lado, cultivando nosso amor. Espero que nossa felicidade continue traçando uma curva exponencial, tendo o tempo como nosso aliado.
Com amor, Helene