segunda-feira, 5 de março de 2012

1 ano e 3 meses

Durante este mês começamos a passear a pé com ele. Ele não gosta mesmo de segurar nossa mão; então, seguramos a dele.
O 1º passeio foi uma volta no quarteirão, no fim da tarde. Ele quis pegar plantas, se pendurar nos portões, pegar lixo no chão e sentou-se na calçada para fazer exercício de aikido (girar os pés)! No dia seguinte, já caminhamos por 2 quarteirões e, novamente, paramos para ele fazer exercícios do aikido.
Mas depois o calor ficou tão intenso que trocamos os passeios da tarde por banhos de esguicho e piscina na garagem. Nem por isso ele anda menos. Agora percorre a casa toda, incluindo o dojo, corre e até anda para trás!
Ele logo aprendeu tudo sobre torneiras e onde encontrar água – no bebedouro do Erik, na lavanderia, na pia, na privada... Assim, as portas dos banheiros passaram a ficar fechadas. Também por causa do calor, passamos a deixar um ventilador ligado durante a noite no quarto dele. Isso depois de uma noite em que ele acordou aos berros e quando fui ver, ele estava suando às bicas, a roupa, ensopada! Definitivamente ele é calorento como o pai.
Como o calor persiste, ao nos prepararmos para a mamada da noite, ele aponta para o ventilador e emite qualquer som que significa “ligue, por favor!” E não começa a mamar se não sentir o ventinho – ele ergue os braços!
A cozinha continua sendo um parque de diversões. Ele abre os armários, entra e agora fecha a porta, brincando de se esconder. Ainda bem que o fogão é à prova de criança, porque ele se pendura da alça da porta do forno, que tem uma trava. E quando está quente, avisamos – e ele entende – estende o indicador e diz “titi”. Na ponta dos pés, ele vai tateando a pia e a mesa procurando qualquer coisa que esteja ao alcance. Ah, e diariamente, ele come alguns grãos de ração do Erik, que encontra pela casa ou recolhe nas bochechas do Erik.
Mas ele também brinca bastante com os brinquedos dele. Já empilha cubos, encaixa peças, empurra os carrinhos, joga bola, aperta aqueles de borracha que apitam, e abraça todos os bichos de pelúcia (divide o lanche, dá água, chupeta)! Ah, também toca a gaita do papai, liga e desliga a TV, usa o teclado do computador... bem, tudo lhe parece brinquedo...
Com toda essa autonomia e poder de alcance, ele "guarda" as coisas onde bem entende: já encontrei colher e meias no lixo, a gaita do Zé no armário de panelas, e os controles dos aparelhos bem distante deles, e por aí vai.
Agora sim ele interage mais com o Erik. É comum ver os dois deitados, juntos; o Erik como travesseiro para o Fernando. Ou o Fernando se joga em cima do Erik e, num instante, está montado nele. Ou o Erik está caminhando e ele se segura no dorso do Erik e vai caminhando junto. Mas o Erik também dá muitas rabadas no Fernando e, quando anunciamos a hora do passeio, o Erik passa por cima mesmo!
Na natação, ele começou a fazer os exercícios de braços. A novidade do mês foi que ele foi com o papai para a piscina. Já foram 3 aulas seguidas com o pai. Tive que dar aulas, depois, retirei uma pinta grande no pé e, por causa dos pontos, não pude entrar na piscina. Na 1ª aula, o Zé disse que ele chorou o tempo todo – mamã, mamã... Depois, não entrei na água, mas fiquei na área da piscina e correu tudo bem.
A partir de amanhã, passaremos a nos revezar: nas 3as com o pai, nos sábados comigo. Já estou com saudade de ir para a piscina com ele!
Também por causa da cirurgia no pé, tive que tomar antibióticos e acabei aproveitando para desmamá-lo. Até que foi tranquilo. Algumas vezes ele tentou mamar – mais durante o dia, antes do cochilo da tarde. Então, era só levá-lo para o berço, ligar o ventilador, dar a chupeta e ele logo dormia. À noite, dou o leite (de vaca) na mamadeira e ele mama sem reclamar e ainda deixa eu escovar seus dentes depois. Ainda tenho um pouco de leite, não nego o peito se ele pede nos horários de mamar, mas acho que ele já está preferindo a mamadeira. Agora quero testar o copo de transição para a mamada da noite também.
Fora isso, só damos mamadeira quando ele precisa almoçar no carro. Levamos água no copinho e suco na mamadeira.
Neste mês tivemos um encontro de família especial: meus tios vieram do Japão para nos visitar. O Fernando ganhou vários presentes, inclusive a roupinha do Kintaro, personagem japonês. O encontro foi muito especial para mim, pois tenho lembranças gostosas de nossos 2 encontros anteriores e fiquei feliz por eles terem conhecido o Fernando.
Neste mês também tivemos uma celebração bem especial, pois foi o aniversário do papai e a comemoração dos seus 30 anos de aikido (4/março). Ficamos felizes por ter conseguido reunir amigos muito queridos que conhecemos por meio do aikido. Teve treino durante toda a manhã de domingo e depois, comes e bebes até o fim do dia!
O Fernando interagiu com todos, deu um cochilo mais curto que o de costume à tarde, e voltou para curtir a festa, com direito a distribuir beijos, abraços e fazer tchau para todos.
Ah, e no dia seguinte, 3 vacinas de presente pelos 15 meses!

Kintaro

Banho de esguicho e piscina!







Fazendo bolinha de sabão pro papai!

Ah, vida dura!

amiguinhos na natação


Meu primeiro dogui!

a calça ficou muito grande (e está muito calor!)




Kintaro e eu

Festa do papai! (trouxe meu amigo Tigrão)

a foto do mês



domingo, 5 de fevereiro de 2012

1 ano e 2 meses

Durante o mês passado, visitamos algumas escolas, mas decidimos que ele ainda ficará em casa, seguindo a orientação do pediatra. Em todas elas, o Fernando parece ter ficado bem à vontade. Nós o soltávamos e ele sumia, sem olhar para trás. Aliás, quando ele anda e pedimos para ele dar a mão, ele se esquiva. Só aceita para descer a nova rampa da casa, que fizemos para deixar a calçada conforme manda o prefeito.
Por isso, ainda não dá coragem de passear com ele a pé na rua. Mas ele caminha bastante pelo tatami e pela casa. Ele já anda com bastante firmeza e sempre com pressa. Os braços ainda ficam erguidos e ele aperta o passo e começa a gargalhar quando ouve “vou te pegar!”. Se não proponho a brincadeira, ele passa bem na minha frente, olhando de lado, como quem diz: não vai me pegar? Corre um pouco e se joga no tatami para ser levantado e voar!
Definitivamente ele gosta de independência e é determinado e destemido. Já não quer ficar no colo, exceto quando está manhoso. Se ele se machuca por insistir em fazer algo que avisamos (“nããão, vai fazer dodói”), ele não chora.
A outra novidade é que ele começou a fazer natação. Foi o meio termo que encontramos, já que decidimos não matriculá-lo na escola, mas gostaríamos que ele tivesse contato com outras crianças, freqüentasse um ambiente diferente da casa. Acho que desde a 1ª aula ele curtiu, mas agora reconhece os coleguinhas, o ambiente, as músicas e os exercícios.
Ele faz duas aulas por semana, de 45 minutos de duração, pela manhã. Na 1ª aula eu fiquei com medo de mergulhá-lo e deixei que a professora fizesse. Na 2ª aula, já fui confiante e, atualmente, já deixo ele bem solto, afundo, mergulho e ele está bem adaptado. Os olhos ficam abertos embaixo d’água e ele prende a respiração quando afunda; na superfície, ele mexe bem as pernas e solta o ar pela boca, mas tem sempre os braços meio tensos.
Dia de natação é dia de almoçar tudo e dormir bem à tarde!
Nos treinos de aikido, ele identifica alguns movimentos do aquecimento, que faz espontaneamente ao pisar no tatami, mesmo fora dos horários de aula. Girar os pés, alongamento dos punhos, girar o tronco transferindo o peso de uma perna para a outra. Ah, também apóia as mãos no chão e olha por baixo das pernas; logo dará uma cambalhota.
Engraçado que, de tanto reforçarmos que para descer tem que virar de barriga para baixo, até para sair do tatami ele se rasteja de ré até o pé alcançar o chão. São 4 cm de altura!... mas ele faz o mesmo para descer da nossa cama, que é bem alta e ele sempre perde o equilíbrio e cai sentado.
Esta é a fase da imitação. É quase assustador como tudo o que falamos ou fazemos ele tenta imitar. Ok para as brincadeiras, sons, ensinamentos, bons hábitos, mas requer cuidado com os maus hábitos e maus exemplos. Não só isso: ele quer usar faca, tesoura, ferramentas, computador etc. Se ele não consegue, ele entrega na nossa mão, como quem diz: faz isso funcionar?
Como disse no post anterior, a atenção tem que ser integral! Num vacilo, nós o deixamos sozinho na sala por um instante e quando voltamos, ele estava com o olho inchando e a pálpebra inferior cortada. Nunca saberemos o que houve... Fiquei com ele no colo, enquanto o Zé foi preparar a bolsa de gelo. Levei-o até o espelho e ele riu ao ver uma imagem estranha! Reclamou de ficar com o gelo, mas foi importante para reduzir o edema. Depois, já estava brincando novamente e, no dia seguinte, foi para a aula de natação e nem parecia se lembrar do ocorrido.
Agora está mais falante ainda! Fala até na piscina, durante a aula de natação. “pá” é papai ou papai Noel (ele gosta tanto que o nosso ainda está na porta da sala), “mã” sou eu (e a japonesa do calendário!) e se ele já está comigo puxando minha blusa é “mamar”, “bom” sempre que come o que gosta, “nê” é neném, “pã” é pão, “nana” é banana, “ga” é água, “sss” é suco, “den” é dente, “rrrr” é porco (ele tenta imitar quando roncamos, mas assopra um ‘r’ bem gutural), “shshshsh” é xixi, “cocô” – essa ele fala direitinho! E na última visita à vovó e ao vovô, ele acertou um “vovo”. Ah, “eié” (algo assim) é Erik, mas a maneira mais comum dele se referir ao Erik é um som semelhante ao de alguém com crise de asma: é ele imitando o choro do Erik. E ele também tenta assobiar para chamá-lo – e não é que às vezes sai? Porém, na maioria das vezes ele faz o bico e solta um “uuuu”, estendendo a mão, abrindo e fechando os dedos.
Praticamente tiramos a chupeta. Quando ele começou a escalar tudo para entrar no berço e pegar a chupeta, resolvemos tirá-la de lá. Semana passada ele começou a antecipar a hora de acordar e imaginei que se a chupeta estivesse lá, ele dormiria um pouco mais. Mas nesta semana ele já voltou ao normal: dorme entre 20h e 21h e acorda entre 7h e 8h. Ao contrário do que se pensa, quando ele dorme mais tarde, acorda mais cedo na manhã seguinte (e fica de mau humor!). Assim, a chupeta é de uso cada vez mais restrito.

Quanta coisa legal!
Ai, tô frito!

Aula experimental de natação: gostei!



 
(Logo) depois da aula de natação.

Ê vida boa!

Doeu mais no papai e na mamãe do que em mim...

Nada abala meu apetite

Papai fechou minha passagem. Só me resta pular por cima!

Que esconderijo legal!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz ano velho, feliz ano novo - 1 ano e 1 mês

Esqueci de registrar a consulta com o pediatra. Foi em 15 de dezembro. Ficamos satisfeitos porque ele está com o peso e altura adequados para a idade. Tiramos nossas dúvidas sobre desmame, alimentação e escola.
Pouco antes do Natal o Fernando começou a caminhar mais e engatinhar menos. Agora ele parece preferir caminhar. Os passos ainda são de pingüim, braços abertos, mãos erguidas, mas ele está firme e não se abala com os tombos ou obstáculos.
Ainda gosta de engatinhar em volta do sofá menor da sala, fugindo de um de nós, incluindo do Erik. Ele dá gargalhadas deliciosas!
Está mais difícil fotografá-lo ou filmá-lo. Além dele não parar quieto, ele interrompe o que estiver fazendo para pegar a câmera ou filmadora.
Esta definitivamente é uma fase que exige atenção integral porque o dia todo ele está explorando tudo ao seu redor, se pendura onde encontrar apoio, sobe escada, entra em qualquer cômodo da casa e fecha a porta, abre gavetas, armários, puxa toalha da mesa, e outras travessuras e aventuras. É também uma fase que tem exigido esforço físico para carregá-lo, acompanhá-lo e recolher tudo o que ele atira no chão!
Apesar disso, ele entende “vamos guardar?”. As bolinhas na barraca, os blocos de montar na casinha, os coelhos na toca.
Está bem falante. Nem nós entendemos muito do que ele diz, mas os sons são mais diversificados, incluindo gritos agudos, onomatopéias e algumas sílabas que incrementam nossa comunicação. Atenta ao contexto, é possível identificar em seu vocabulário: fechou, guardou, alô, papai, mamãe, Erik, pão, bom, papai noel, porco, dente, nenê. Porém, ele conhece bem a casa, os brinquedos e sua rotina, demonstrando que entende muito do que falamos.
Ele entra o berço para pegar a chupeta, mas entrega quando peço e deixa suas chupetas com o tigre e o urso que ficam no berço.
Pouco antes no natal e com as orientações do pediatra, iniciamos o desmame (este assunto merece um post). Acho que em boa hora, porque ele estava levantando minha blusa para mamar não só quando estava com fome, mas também quando estava cansado ou entediado. Tem sido muito tranqüilo, ele se adaptou bem ao leite comum, no copo mesmo; mamadeira somente quando ele está manhoso.
Substituí a mamada da manhã e a da tarde, mas mantenho a da noite. Nesta semana, ele já tem mamado menos e vai para o berço acordado, sem reclamar (desde que tenha uma chupeta...)
Helene

Concentrado
Bagunçando


Meu primeiro copo de leite!


Na hora do lanche deu saudade de mamar...


Hmm, mamando na mamadeira...

E agora, vamos brincar?

Ah, ok, depois de escovar os dentes!

Bebendo água igual a mamãe.

Roupa branca para o ano novo!

Vem, Erik!

Tá bom, Erik: divido com você.

Esse ano novo me cansou...zzz

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Nosso filho ainda não entende essa história de Natal. Assim como o aniversário dele esse parece ser um dia como outro qualquer, eventualmente um pouco mais agitado que o normal. A única vantagem é que ele não fica pedindo o presente X, Y ou Z. Compramos uma piscininha inflável para dar de presente. Já tinhamos essa idéia e outro dia fomos ao apartamento do Tuti (irmão da Helene) e ele estava lá com a filha Beatriz na piscina do prédio e ela tinha uma piscininha inflável onde nosso filho ficou brincando enquanto conversavamos.
Esse Natal passaremos eu, Helene, nosso filho, o Fuji e a mãe dele. Encomendamos a ceia no Extra aqui perto para não ter que ficar pilotando o fogão e não precisar terapia (TER A PIA cheia de louça para lavar)!
Compramos um gorrinho de papai Noel e fizemos alguns "cartões" de Natal que enviamos para alguns amigos por e-mail.
Abaixo os cartões. Não foi fácil mantê-lo longe das bolinhas de natal da nossa mini árvore, nem mantê-lo atento às fotos.
Desejamos a todos os amigos que têm acompanhado nossa história um feliz Natal e um ano de 2012 repleto de alegrias e sonhos realizados!

Panhan
 
O que é isso? Posso pegar?

Hmmm, é de comer?
Ffffffff! (assoprando o lacinho!)

Que saudade, Dona Conceição!


Ainda não dá para acreditar que a senhora não está conosco há um ano! Na verdade, eu gosto de pensar que está, sim, mas sem as dores que já abalavam seu ânimo e humor. Como uma expectadora de nossas vidas, que nos acompanha, zela por nós, sem o peso de qualquer responsabilidade, e confiante de que tudo vai ficar bem. Pode ser egoísmo meu, mas gosto de imaginar que sua paz a tenha desligado dos problemas, mas não de nós.
Assim, diariamente, escuto sua voz comentando a previsão do tempo, o resultado do futebol, o escândalo político, as tragédias na cidade, no país e no mundo, as celebridades que se foram...várias vezes me peguei pensando: que bom que a senhora não está aqui para ver/ouvir isso , incluindo a internação do Zé por causa da meningite.
Escuto sua risada feliz diante de cada novidade do Fernando, o clique de sua máquina fotográfica tentando registrar esses momentos deliciosos de nossas vidas. E depois, recontando para o Bira e para a Bianca, ao telefone.
Escuto suas histórias nos encontros de família na casa dos meus pais, ou à mesa na casa da Cema.
Me peguei pensando que este seria o 1º natal sem sua companhia... puxa, já e o 2º... dizem que o luto dura 1 ano, para que se vivencie o aniversário, dia disso, dia daquilo sem o ente querido. Pode ser, mas procuramos celebrar a vida e, em cada comemoração, me envolvo com essa saudade, que é para toda a vida. Não é uma saudade triste nem dolorosa.
É só saudade mesmo. 

Helene

12º mês

O papai registrou a comemoração do 1º ano.
Registro aqui, com algum atraso, algumas recordações do 12º mês.
Os dentes caninos inferiores também despontaram.
Ele presta mais atenção em tudo e imita gestos – faz tchau, abre e fecha os dedos para chamar o Erik, manda beijo, faz alguns movimentos do aquecimento de aikido, junta e separa os cubos de encaixar, as formas no gabarito (o cilindro no buraco circular, o cubo no quadrado) – ainda precisa de ajuda, mas aplaude quando consegue. Ele entendeu que faz parte da brincadeira, mas na verdade é a mamãe coruja comemorando...
Nas refeições, dá mais colheradas sozinho e não esmaga as frutas ao pegá-las. O difícil tem sido mantê-lo sentado. Tenho usado outro cadeirão – um que encaixa na mesa – ou usamos uma faixa para amarrá-lo no cadeirão, porque ele aprendeu a escapar do cinto. Um segundo e ele está de pé no assento do cadeirão, com os braços erguidos!
Nos passeios, ele já se soltava do carrinho, mas agora, além de ficar em pé, ele escala o encosto. Ainda não capotou, mas já caiu no vão entre o encosto e a alça de empurrar...
Ele agora entende o significado de “não”. Exemplo: subir na mesinha para lamber a TV.
- Filho, não (firme). Ele pára, olha, sorri e retoma sua “atividade”.
- Filho, nããão (mais firme). Ele balança a cabeça, sem olhar.
- Filho, nããããão pode (maaais firme). Ele agacha e choooooora sentido.

Como ele aprendeu a subir no sofá, mesmo sem o apoio do Erik, nossa vigilância tem que ser constante! Em todo caso, ensinamos ele a descer, virando de barriga para baixo e escorregando até os pés alcançarem o chão. E não é que ele aprendeu?!

Ele também entende “por favor”. Quando ele pega as coisas, ao invés de tomar dele, tentamos o educado “dá pro papai/pra mamãe, por favor”. Ele estende e entrega. Ainda é mais brincadeira do que ensinamento, mas já estamos incorporando à rotina. Se minha interpretação está correta, o olhar diz “que brincadeira sem graça...”
Tenho tentado ensiná-lo a dividir. Quando ele come fruta, peço: dá um pedaço pra mamãe, por favor? Ele estende, mas quando chega bem pertinho, puxa de volta e enfia tudo na boca! E ri com cara de travessura... mas às vezes ele dá, inclusive para o Erik, que já entendeu e fica ali do lado o tempo todo.
Achei que estava ficando muito chato e pouco eficaz negar tudo: não pode abrir gaveta nem armário, nem isso nem aquilo... então, tento fazer disso uma brincadeira, mas logo apresentar outra mais divertida. Assim, quando ele abre o armário, eu digo “abriu, fechou”. Ele fecha e faz bico para soltar um sonoro “ôôô”.
Assim, Ôôô tem vários significados: se ele leva a mão à orelha, quer dizer “alô”. Se ele está junto do armário ou diante de uma gaveta aberta, quer dizer “fechô”, se ele está atrás da cortina do vestiário ou dentro da barraca de bolinhas, escondido, quer dizer “achô”, depois de passar pela porta, voltando do passeio, quer dizer “fechô”. Ele já entende que esse “fechô” também serve para o livro, para a tampa do copo, para a toca do coelho.

O aspirador de pó virou o andador predileto – estável e na altura ideal. Ajuda na fuga quando a brincadeira é “vou pegar esse menino lindo!”.
Ele agora dá uns dez passos, meio apressados e ainda desengonçados, mas sem se apoiar em nada. Todo dia ele dá alguns passos, mas ainda não incorporou o caminhar como principal forma de locomoção. Quando ele engatinhou, percorreu o tapete. No outro dia, já atravessava a sala. E dali em diante, não parou mais!
Caminhar parece ser mais difícil.

Bom, como o Zé registrou, apesar dos ensaios, na hora de cantar parabéns, ele ficou imóvel...
No dia seguinte, ele não só bateu palmas, como encheu as bochechas e, com um bico, deu um assopro! Agora, em pleno passeio, ele começa a bater palmas como quem pede: canta pra mim. E para não deixar dúvidas sobre que música quer ouvir, ele assopra várias vezes...atualmente, ele nem bate palmas, só quer assoprar!

Enfim, o Fernando está muito mais interativo, tem aprendido muitas coisas, nos ensinado outras tantas e começa a mostrar suas vontades e personalidade.
 

O mundo visto daqui de cima é mais legal!
Já sei: para subir ou descer, barriga para baixo.

O Erik não pula esse obstáculo, mas eu vou conseguir!
Hei, queremos sair!

Me tira daquiiiii!!!

 
Ah, nessa cadeirinha, não!

Mãe, eu não gosto daquiii!
Ah, manhê, me tira daqui, vai?

Mamãe não se comoveu com meu choro...
Fazer o quê?...


Já revirei tudo pra lá, agora vou bagunçar aqui...

Escalando o carrinho!
Manhê, não sei como fiz isso, mas me tira daqui!
Hei, tem alguém aí?
Erik, ou você me ajuda, ou sai do caminho, né?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

1 ano

Por incrível que pareça já se passou um ano desde o nascimento de nosso filho. É legal ver as mudanças e o crescimento dele. Antes era possível carregá-lo deitado em um braço e agora mal aguantamos ele com os dois. Nosso "bebê" está crescendo e brincamos que agora ele já é um menino, mesmo que ainda seja um bebê. Domingo dia 04 ele completou um ano e felizmente esse foi um ano muito bom, sem maiores problemas, em que ele se desenvolveu com saúde. Ele é curioso, quer explorar tudo e se arrisca para chegar aos lugares "proibidos" (fios de aparelhos eletrônicos, subir em locais em que possa cair), mas faz parte do crescimento e da aprendizagem. Bricamos que por enquanto ele só faz juz ao primeiro nome dele: Fernando (aquele que segue em frente com coragem) e que ainda não desenvolveu a parte do segundo nome: Akira (discernimento, segundo o kanji do nome dele).
Resolvemos fazer uma festa só para os familiares e amigos muito próximos. Convidamos os pais da Helene e os irmãos dela, que vieram com os conjuges e filhos. Vieram também o Fujimoto, a Keilla e o marido, e a Wal. Para nosso filho foi um dia como qualquer outro, só com mais gente em casa. Para nós, um dia de mais trabalho (arrumar as coisas para a festa dá bastante trabalho e realmente contratar um buffet dá bem menos dor de cabeça), mas valeu à pena. Andamos treinando para cantar Parabéns e bater palmas e assoprar a velinha, mas pelo visto ele ainda não pegou o espirito da coisa. Quem sabe no ano que vem...
 Gostariamos de agradecer a todas as pessoas que fizeram parte dessa história e que nos acompanharam ao longo deste ano que passou e esperamos poder continuar contando essa "saga" por muitos e muitos anos!