sexta-feira, 13 de março de 2015

6 meses (quase 7...)


Quantas novidades! Sentar-se virou hábito. O Alê permanece sentado, firme e sem apoio por bastante tempo. Se joga para a frente para alcançar algo que interessa: raramente é um brinquedo. O controle remoto da TV, o zíper da capa da almofada, a etiqueta do brinquedo, a migalha de biscoito ou pedaço minúsculo de massinha sobre o sofá... tudo isso é mesmo muito interessante!
Em questão de uma semana sentando-se firmemente, ele começou a rastejar – o que ampliou muito sua capacidade de alcançar as coisas. E quando cansa, vira-se de barriga para cima – parece descansar melhor se segurar os pés. Descansado, rola de bruços e lá vai ele rastejando atrás de alguma coisa.
O blábláblá está se diversificando e as gargalhadas são garantidas quando está com o Fer.
A agitação não cessa. Às vezes, enquanto mama, não para de mechar na estampa da minha blusa, bate os pés sobre minha perna, ou me dá uns beliscos nas costas, agita os braços, vira ao rosto para qualquer coisa que se mexe perto de nós enfim...
É tanta energia que não é raro passar um período sem cochilar ou cochilar por apenas meia hora.
Sim, às vezes adormece mamando.
Sim, às vezes dorme como anjo.
Mas muitas vezes dá todos os sinais de sono – olhos enrugados, esfrega os olhos, puxa as orelhas e os cabelos, descoordena os movimentos – e parece não se conformar com o sono que sente. Chora com raiva! Geralmente isso acontece à noite, quando o Fernando dorme pesadamente. Quando também estamos cansados e adoraríamos dormir...
E de repente, voltou a acordar 2-3 da manhã, e depois 5h.

Com o fim da licença maternidade, testei meu leite no copo e na mamadeira. Aceitou ambos, sem deixar de mamar. Em poucas semanas, testei a bombinha elétrica, a manual, e finalmente acertei a mão – como na época do Fer, acho mais confortável tirar o leite manualmente. Fiz um pequeno estoque, respeitando o limite de 15 dias de armazenamento em freezer (na época do Fer eu deixava mais... o freezer era lotado!). Antes de vencer, mesmo em férias, dava a mamadeira, para ajustar o volume adequado e para acalmar aquele choro raivoso da noite.

A fralda ainda é M.

O banho é mais divertido. Ele fica sentadinho, não reclama de receber um chuá sobre a cabeça, e joga água com as mãos e pés para todo lado.

Ah, e a grande descoberta: o Erik! Estica o braço e agarra a bochecha, puxa o bigode, orelha, rabo ou um chumaço de pelos. Olha com curiosidade, dá gritinhos, se agita, quer pegar e acha graça quando o Erik lambe seus pés. Como sempre, o Erik é muito dócil e paciente. Quando muito, dá um suspiro, mas não sai de perto.

Olho gordo nos pratos e copos. Parece sentir vontade de experimentar o que comemos e bebemos. Decidimos aguardar a orientação da pediatra. A consulta foi hoje e ela confirmou: se ele fica olhando é porque está com vontade. Deixe provar. Comece com suco (100-120 mL) como se fosse lanche da manhã. Depois que estiver bem acostumado com a novidade, ofereça fruta, como se fosse lanche da tarde.
Também começa agora (na verdade, quando completasse 6 meses, em 21 de fevereiro) a suplementação com ferro.
E sobre o sono, a pediatra disse: acordar de madrugada é hábito. Não é fome. Tente não aparecer quando ele chorar. Vou tentar!

Depois da bateria de vacinas ao completar 6 meses, uma trégua. Agora, só quando completar 1 ano, ou antes, nas campanhas.

Aos 6 meses e 22 dias...
Peso: 7230g
Altura: 69cm

Em 21/fev - 6 meses



















em 21/março - 7 meses

Calendário

O clima de festas para crianças é radiante, mas sujeito a pancadas no final no final do período!
Durante o ano, o Fernando foi desenvolvendo a noção de dias da semana e feriados.
Com o anúncio da vinda do tio Pipo, tia Kathrin e Liam ao Brasil, tentamos introduzir a noção de calendário: circulei o dia 26/11 e fomos fazendo um ‘x’ nos dias que faltavam.
- Mãe, posso fazer ‘x’ em todos os quadrados?...

Com a chegada dos tios, ele ganhou o calendário do mês de dezembro. Uma janela por dia, que escondia um bombom. Como seguimos com o condicionamento de ganhar uma guloseima se almoçar em 30-40 minutos, nem sempre ele pôde abrir a janela do dia. A curtição foi seguir a sequência dos números, lamber os dados, abrir e fechar as janelas. Ele não associou com os dias e a chegada do Natal...

Com compromissos agendados para janeiro e com a pressa em ser mais velho (mãe, hoje eu tenho 5, 6, 10 anos?), passamos o novo calendário, tentando explicar o que são os meses e fazendo anotações:
Janeiro: é o mês do aniversário do Liam. Tem consulta com a Dra. Olga, vamos ao dentista, vamos ao hotel etc.
Fevereiro: tem o Carnaval!
Março: aniversário do papai, do tio Pipo...
- Meu também?
- Não. O seu é em dezembro.
Abril: aniversário do tio Fuji, da Marina, Páscoa...até aniversário de casamento do papai e da mamãe.
- Vou fazer 5 anos?
- Ainda não.
Maio: tem o dia das mães.
- E o meu?
- Tem dia das mães, dos pais, das crianças... até das avós. E cada um tem o seu aniversário, uma vez por ano. O seu é em dezembro.
Junho: tem dia dos namorados, festa junina.
Êba!
Julho: tem férias, aniversário do tio Tuti e da tia Simone
- Férias, êeeeba! E meu aniversário também?
- Não, amor. O seu é em dezembro.
Agosto: tem aniversário da mamãe, do Alê, do Matheus, da tia Kathrin
- E o meu?
Setembro: tem o aniversário da Bia, do vovô, da vovó, de casamento do tio Tuti e tia Simone, de casamento do vovô e da vovó...
Outubro: tem o dia das crianças! E o Halloween!
- Êba! Vou ganhar presente? Guloseimas no Halloween?
- Se for um bom menino, sim.
- Mas eu sou!
Novembro: tem o aniversário da tia Martha, do Komatsu, em feriado...
Dezembro: tem o seu aniversário! E o Natal!
- Êba! – e, ao mesmo tempo, uma reclamação: ah, mas vai demorar. Só na última folha?!


Ufa, acho que ele entendeu...

Aniver do Liam. Vamos fazer festa!


Carnaval. Vamos fazer chuva de papel!
Chuva de papel!

Ih, acho que o Alê não gostou...

Aniversário do Papai. Aaaaah, eu também quero ser aniversariante! - aos prantos. Resolvemos assim: aniversário do papai e mesversário do Fer – 4 anos e 3 meses. Êba, adorei o nosso bolo que a mamãe fez.


(e a mamãe se derrete toda de ver essa carinha feliz)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

E aí, Fernando, é legal ter irmão?

Sim, responde ele com simplicidade e simpatia.
Mas agora, mãe, eu quero uma ‘nenenha’. Isso deve ter relação com a Aline e a Alice, que tiveram suas ‘nenenhas’ recentemente. A Aline não quis saber o sexo do bebê, mas ele não tinha dúvidas diante da barrigona: é uma nenenha.
Humildemente, respondi que às vezes tenho dificuldade de cuidar o Fer e do Alê... imagine se tiver uma nenenha.
- Ah, mãe, mas 3 é um número bem pequeno. 3 é pouco, você consegue (me encorajando)...

Hoje ele voltou com o assunto:
- Mãe, tem uma nenenha na barriga do papai.
- É mesmo? Que legal! Como ela vai se chamar?
- Fernanda Akira.

Resgato com certa frequência a lembrança do barrigão da mamãe. Ele diz que se lembra, mas como nós, é como se ele já não fosse mais capaz de imaginar a vida sem o Alê.

Quando visitamos ou recebemos alguém e sugerimos: podemos deixar o Alê com ele/ela?
- Nããããão! O Alê é nosso bebê. Não pode.

É comum ele se referir ao Alê como “nosso filho” ou “meu filho”; ah, às vezes, também como “meu irmãozinho”.

Ainda na gravidez, ele havia visto uma vantagem em ter irmão.
- Quem fez essa bagunça aqui?
- Foi o Alê... (o Erik deve ter ficado aliviado!)

A cada presente que o Alê ganha:
- Vou abrir o pacote  – fosse porque o Alê estava na barriga da mamãe ou porque ele é um bebê e não consegue.
- Mas, Alê, tem que dividir, sim? Mãe, porque esse é um brinquedo de bebê e de criança! Os meus são de criança.
Porém, frequentemente o Fernando empresta brinquedos para o irmão. Ele checa:
- Mãe, esse é macio e não é pontudo. Vou emprestar para o Alê. Esse pode, mamãe?

Quando mostro roupas, e fotos em que ele usava as mesmas roupas, ele abre um sorriso sincero e meio vago, procurando – em vão - se lembrar da situação descrita.
- Olha como eu cresci!
E aí vem a parte confusa, que ainda não decidiu o que prefere:
- Mas eu não quero crescer.
- Mas eu ainda não tenho 5 anos? (lágrimas brotando nos olhos)
- Hoje eu ainda tenho só 4 anos? (lágrimas lavando as bochechas)
- Mas eu não quero fazer 10 anos.

- Mãe, você é grande?
- Eu sou maior do que você, mas sou um adulto pequeno.
- É mesmo?!
- Eu quero ser um adulto grande.
- É bem possível que seja. Talvez até maior do que o papai.
- É mesmo? – transparecendo dificuldade em visualizar a imagem.
- Mas eu quero ser pequenininho. Eu gosto de ser criança. Só quando eu for adulto eu vou gostar de noticiário.

O Fer beija, deita em cima, abraça, cobre de brinquedos, canta, conta história, ensina o que já sabe, pula por cima e em volta (haja coração para vigiar sem podar a brincadeira, zelando pela segurança de todos). Isso tudo arranca as gargalhadas mais sonoras do Alê.

Outra vantagem de ter irmãozinho é poder mandar:
- Alê, diga dedé.
- Alê, senta.
- Alê, para de chorar!

Mas o lado mandão ainda não aflorou.
Ele se incomoda quando o Alê está chorando:
- Alê-ê. Fica calmo. Respira.
- Buáááá...
- Mãe, acho que ele quer mamar.

E quando o Alê adormece, lá vai ele cutucar o irmão. Ou caminhar com suas patas de dinossauro, fazendo barulho o suficiente para acordar o Alê. Ou, ainda, tocar a corneta. Ou soltar um ‘arroto’ (praticamente um rugido, bem forçado) bem sonoro (e em seguida, pedir desculpas).
- Uéééé...
- Ah, Fer, por que você acordou seu irmão?
- Ah, mãe, eu só fui explicar para ele que tomada dá choque. [ou outras justificativas tão convincentes e pertinentes quanto essa)
- Urgh!!!


Sei que essa pergunta poderá ser feita aos meninos posteriormente e ter respostas diferentes, mas a semente do ‘é legal ter irmão’ está plantada!

Vejam só:
Que amor!

Alêe, acorda...

Fer: smack! Alê: zzzz

eu quero segurar o Alê!

Esse é o espaço kids para a gente brincar.

Mamãe, o Alê está ficando pesado...

Posso ficar no berço com o Alê?


Em Monteiro Lobato

Em Monteiro Lobato

Em Boiçucanga

Em Campinas

Tó, brinca com meu telefone sem fio!

Tó, brinca com o pessoal.


Vamos ver um desenho bem legal?


Fer médico. Alê paciente - com curativos na testa.

Pindamonhangaba
  
O que é isso?

Presta atenção, Alê.

Conversando

Rindo




Gargalhando

Bagunçando

Curtindo

Quanto carinho!

Medindo os pés

Agarrando com o garra

Larga do meu pé, Alê!

O que você achou aí?

Robô e Alienígena

Posando de comportados