domingo, 4 de maio de 2014

Feriado não é dia de escola



[Demorei, mas finalmente inseri as fotos dos posts “Escolas Novas” e “3 anos e 2 meses”]

Aos poucos o Fernando vai entendendo os dias da semana. Já entende que no fim de semana não tem escola. Que fim de semana tem sábado e domingo (“pé-de-cachingo”). Só não entende porquê não tem fim de semana todo dia...
Eu tenho a impressão de que ele passou a reclamar mais para ir para a escola. Pode ser por causa da escola, mas pode ser a fase ou, o que é mais provável – porque ficar em casa é mais legal.
Vez ou outra ele foi aos prantos, mas em geral, mesmo quando vai resmungando, ao chegar lá, se integra na turma. Mas quando vou busca-lo, ele levanta rapidamente, pega suas mochila e lancheira e corre, sem olhar para trás nem falar tchau para a professora. Preciso pedir que ele se despeça.
Os marcos de dia da semana:
o   2ª é dia de contar sobre o fim de semana. Também é dia da fruta.
o   3ª é dia de piscina depois da escola.
o   4ª é dia de voltar a pé. Também é dia da fruta.
o   5ª é dia de judô na escola, e piscina depois da escola.
o   6ª é dia do brinquedo e dia de desejar um bom fim de semana.
o   sábado não tem escola! (Sempre que possível, levo ele na natação)
o   domingo não tem escola!

Feriado também é legal, porque não tem escola. Mas não pode ser feriado todo dia? Hmm, bem mais difícil de explicar.
Mas sem problemas para curtir muito!
No Carnaval, ainda não havíamos introduzido os feriados no vocabulário.
Já na Semana Santa, foi muito legal porque o Coelhinho da Páscoa deixou ovos da escola, na natação, na casa da Vovó, do tio Fuji e em casa! Em casa eles estavam escondidos e tivemos que fazer a “caçada aos ovos, seguindo sorrateiramente as pegadas de coelho pelo chão” – como ele viu no desenho do Pooh . Também foi legal entender que dar presentes é legal. Então, ele deu ovo de páscoa e presente de aniversário para a Marina, para o Vovô e Vovó, Dona Ana e Tio Fuji. Ainda falta encontrar a Bia para entregar o dela!
 


O combinado é comer um pedacinho depois do almoço.  O ritual é tão consistente que ele diz: depois da comida, tem a fruta. Depois o suco. Agora eu posso comer chocolate?
Eu sou um Coelhinho Mau!

Coelhinho da Páscoa da escola. Que ovo 'gande'!

Na volta da natação, passamos numa loja em frente à Academia, a loja da Andressa. Lá tem um aquário e ele adora dar comida para os peixes. E não é que ele deu falta: mãe, agora é a hora da fruta. Cadê?
Nem registrei, mas a volta de táxi não deu certo. Depois de levar um cano do taxista que havia agendado e confirmado comigo, e ter que implorar no ponto de táxi e só conseguir após explicar que o pedido era em nome do colega que havia furado comigo, decidi voltar a pé...
Assim, a volta da escola é dia de passar na quadra da praça, subir na árvore, pegar folhas e flores, parar nas lojas etc. Levamos cerca de 1 hora para voltar para casa! A loja favorita é um Pet Shop, da Leilane. Ele entra em todas as casas de cães e brinca com os brinquedos para os pets.

Outra novidade foi comprar o patinete com as moedas do cofre. Separou, contou e desapegou. Não foi como gostaríamos – presencialmente na loja. Acabamos comprando via internet, mas ele entregou as moedas para o papai levar para o moço.
Contando moedas para comprar meu patinete!

Uhu, já sei andar sozinho, mamãe!

Durante o mês que passou, como minha barriga começou a crescer e sabendo que está indo tudo bem, começamos a sensibilizar o Fernando para a vinda de um Bebê.
A mamãe está barriguda. Eu também!

No final do mês, véspera de nosso aniversário de casamento, veio o presente: 2º morfológico, indicando que tudo está bem. Médica muito atenciosa, parecia estar curtindo fazer o exame e nos confirmou: é um menino! E deu um show à parte: movimentou-se bastante, escondeu e mostrou o rosto, abriu e fechou a boca... tudo certo, tudo normal. Agora sim, tudo vai me fazendo resgatar com precisão as lembranças da gravidez do Fernando. 
No dia 10 de abril comecei a sentir movimentos bem sutis e delicados. Agora já são chutes mais fortes, mas ainda não consegui fazer o Zé ou o Fernando sentirem. Eu aguardava ansiosa por essa fase, pois o Bebê passa a dar sinais constantes de vida e me distraio tentando adivinhar se foi um chute, um soco ou uma cotovelada, ou se mudou de posição...
Celebramos os bons resultados do exame e nosso aniversário de casamento com a visita do Komatsu, Gabi e Lucas, que trouxeram uma mala cheia de coisas para o Bebê. O Fernando se apropriou do que pôde – disse que vai cuidar até a chegada do Bebê.
Nosso esconderijo secreto!
O Fernando se enfia dentro das minhas blusas, às vezes pede para mamar, projeta o corpo para frente e diz: mas a minha barriga está crescendo ainda mais! Pega meu travesseiro pequeno e fala que é o Bebê, quer trocar fralda, divide os bichos de pelúcia.
O Bebê terá o privilégio de poder brincar na rede – incrível, pois desde sempre ele é ciumento com a rede e não quer dividi-la com ninguém. Só com o Bebê.

As conversas estão mais complexas e a fala dele, mais elaborada. Ele também já identifica várias letras:
- M de monstro; M (mostrando um C) de cavalo, M (mostrando um E) de elefante, M (mostrando um R) de relógio, A de Fernando Akira...
- e conta tudo: um, dois, teis, seis, nove e deeeez!
- Mãe, se você quebrar o meu vaso de flores eu vou ficar muito bravo (o ‘br’ é assoprando os lábios, como para fazer barulho de motor) e você vai ter que me pedir desculpas e vai ficar de castigo, ok, ok?
- A mordida sem dente não dói. É uma mordida de bengala (banguela)!

- Filho, como fala quando você ganha presente?
- Obrigada.
- Obrigado. Os meninos falam obrigado. E as meninas falam...
- De nada!

Antes que eu me esqueça: a família toda tomou vacina (contra gripe). Fomos à UBS perto da escola. Explicamos o que era vacina, injeção, que tem ‘pique-pique’, mas é como remédio: é ruim, mas faz bem. Perguntamos se ele ia ser corajoso: eu sou! Ele foi todo animado. Quem vai primeiro: eeeeu! (todo animado). Entre minhas pernas e sem olhar para trás nem se incomodar com a enfermeira abaixando a calça, ao sentir a agulhada: ai, ai, ai tá doendo! Entre gritar e chorar, ela logo pôs o curativo e deu outro para ele – que teve o efeito imediato de fazê-lo se sentir melhor. Aí quando foi a vez da mamãe, ele disse, ao vê-la choramingar: não precisa chorar, mamãe, é só um susto. Coragem! Fez um carinho e deu um beijo sobre o curativo.


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