domingo, 13 de março de 2011

Além das vacinas (3º mês)

Felizmente desta vez as vacinas não provocaram qualquer reação adversa ao nosso filho. Ele ainda não entendeu o que significa ir ao posto de saúde, e por hora, as injeções na coxa parecem doer mais em mim do que nele...

Em 17 de fevereiro, estivemos em consulta com um pediatra do convênio particular, pois saindo do HU no dia 19/jan, só conseguimos agendar consulta para 8/abril. Mesmo pelo convênio, alguns consultórios e clínicas só tinham agenda para abril ou maio! Mas acabamos conseguindo marcar a consulta de fevereiro e seguir a recomendação de consultas mensais no 1º ano de vida. Ele estava com 58cm e 4800g. Logo imaginei que no HU talvez levássemos uma advertência, mas esse médico não estimou o ganho diário de peso, nem consultou a curva de crescimento. Muito tranqüilo, disse: é esguio, melhor que ser obeso. A consulta foi bem rápida e ele endossou: nada substitui o leite materno. Para mim, ele continua cada vez maior e mais pesado!
Ele ainda fica bem deitado sobre minhas pernas, mas logo ele só conseguirá ficar sentado.
  

deitado nas minhas pernas 6/dez/2010

    
deitado nas minhas pernas-11/mar/2011
 
no meu colo - 08/dez/2010

no meu colo - 06/mar/2011

 Para mim, o mais importante durante o mês de fevereiro foi conseguirmos estabelecer uma rotina estruturada para nosso filho. No início do mês, a Patrícia, irmã do Zeca, gentilmente nos emprestou o livro “Os segredos de uma encantadora de bebês”, de Tracy Hogg. Nós conhecíamos o encantador de cães, Cesar Millan, cujo livro eu dei de presente para o Zé há um tempo, já fãs do autor por meio de seus programas na TV. Fiquei fã da encantadora de bebês também!
Devorei o livro e ainda dei uma 2ª passada para anotar algumas coisas. Acho que a lição mais importante foi a de estabelecer o que ela chama de rotina estruturada, resumida pelo anagrama EASY (eating, activity, sleep, you). Estruturada porque segue sempre essas etapas, mas os horários podem ser flexíveis.
Deixei o despertador de lado, embora ainda mantenha meu caderninho de anotações junto ao meu relógio. Passei a deixá-lo dormir mais durante a noite, sem receio, pois segundo a autora, bebês podem dormir 8 horas/noite a partir do 1º mês de vida!
As mamadas estão mais curtas (mas ainda tenho dores perturbadoras entre as mamadas) e procuramos respeitar o intervalo máximo de 3 horas entre as mamadas durante o dia. É comum termos que acordar o pequeno, que desperta assustado e começa a soluçar fazendo bico de choro. Sempre espero ele se situar, se acalmar e me identificar. Logo ele abre um sorriso, então, eu o pego no colo. Se ele foi acordado, ainda preciso vigiá-lo para ele não dormir enquanto mama. Quando ele acorda espontaneamente, nunca faz escândalo. Sabemos que ele acordou por causa do barulho dele chupando a mão ou, no máximo, ele fica inquieto e começa a soluçar ou choramingar. Só sei que é fome em função do horário, porque o choro nunca é de quem está faminto (ainda bem!).

Bom dia! (acordei) -19/fev


Onde estou? (fui acordado)-10/mar









O que na rotina estruturada se chama “atividade” corresponde ao tempo que ele fica acordado após mamar. Inclui troca de fralda, alguma brincadeira, mas nada muito radical. Eles se cansam apenas de observar o ambiente ou algum brinquedo simples. Por 15 a 30 minutos, ele fica bem em qualquer lugar, incluindo nosso colo, bem-humorado e sorridente. Depois, fica meio indiferente, menos interativo e às vezes reclama de ficar sozinho. Logo começa a bocejar e coçar os olhos e/ou a orelha; hora de ir para o berço. Ele choraminga, mas em minutos, dorme. Se chorar, vale a pena checar: geralmente é um arroto atrasado ou ele cobriu o rosto ou se colocou em posição desconfortável da qual não consegue sair. Se não é nada disso e ele ainda chora, nós o viramos de barriga para baixo e ele logo dorme.
Claro que até estruturar esse esquema, tentamos várias coisas, o que rendeu o post “NANA NENÊ!!!”.
Atualmente, no final da tarde, iniciamos o ritual: tomar banho, ir para o quarto, fechar a janela, mamar. Essa é a única mamada em que eu o deixo adormecer no peito. Quando isso não acontece, eu o faço arrotar e o coloco na rede para dormir. Ele às vezes reclama, mas em poucos minutos, dorme. E como dorme! Se deixar, dorme até meia-noite ou mais. Nossa dúvida ainda é essa: deixamos dormir ou o acordamos após 3 horas?
Seria perfeito se ele desse essa dormida prolongada da meia-noite às 6h, ao invés do início da noite até meia-noite. Isso me devolveria um sono com mais qualidade. Mas ok como está porque nesse período eu faço minhas coisas, mas após a meia-noite – acorde ou tenha sido acordado, ele geralmente acorda novamente por volta das 3 ou 4h, e depois, no início da manhã.
De qualquer forma, durante as sonecas do dia, já consigo ter mais tempo para mim, para nós, para a casa. É o que a autora inclui no “You”.

Outras novidades durante esse mês foram os passeios de carrinho – o que nos devolveu o hábito de caminhar (o Erik adorou), e meu retorno aos treinos. Semana que vem, retomo minhas aulas de francês, à noite, enquanto ele dorme.
Helene


quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais vacinas

Ontem, dia 09 de março, fomos ao posto para dar mais uma batelada de vacinas em nosso filho. Em princípio estava marcado para o dia 04 de março que era o dia do meu aniversário e véspera da minha festa e acabamos "atrasando" a vacinação por alguns motivos. Em primeiro lugar, ficamos em dúvida quanto ao número de dias, pois na última vez em que fomos dar as vacinas perguntamos se caso o dia da vacinação caísse em um fim de semana se seria melhor antecipar ou postergar a vacina e a moça disse que poderia ser dada depois, pois o corpo teria "assimilado" melhor a vacina. Assim, como fevereiro tinha 28 dias ficamos com receio de dar a nova vacina com menos de 30/31 dias. Outra coisa que nos fez postergar a data foi o receio de que nosso filho tivesse a reação que apresentou na última vez e que justamente no dia da festa estivéssemos divididos entre dar atenção às pessoas e ao nosso filho passando mal. Infelizmente o meu aniversário coincidiu com o Carnaval e só pudemos dar a vacina no dia 09/03, quarta-feira de cinzas. Fomos à tarde e pela primeira vez tivemos que esperar nossa vez, pois haviam outras crianças na frente. Enquanto esperávamos, chegaram mais crianças para vacinar e a funcionária explicou que era comum acontecer isso depois de um feriado. Ficamos pasmos com a cara de criança das mães que estavam com os filhos para vacinar.
Ele tomou a pneumocóccica 10 valente e a meningocóccica C, uma injeção em cada perna. Chorou na hora e eu acho que mais pelo fato de ter que restringir seus movimentos do que pela dor da injeção, pois assim que eu o soltei ele parou de chorar. Acho que por enquanto ele não percebe direito o que vai acontecer, vamos ver mais para frente. Até os 7 meses teremos que ir ao posto vaciná-lo todos os meses.
Voltamos logo para casa e felizmente ele passou bem a noite e acordou hoje de manhã sem sinal de febre. Mês que vem repetirá as vacinas do mês passado que causaram a reação febril, veremos como será dessa vez a sua reação!
Panhan

Aniversário de 50 anos

Como viram, dia 04 de março de 2011 completei 50 anos. Como brinquei com alguns, completei minhas bodas de ouro com a vida e sinceramente espero completar minhas bodas de diamante, já não tanto por mim ou pela minha esposa, mas agora em boa parte pelo meu filho. Infelizmente não deverei estar presente quando meu filho completar 50 anos, assim como minha mãe não pode estar presente nos meus, mas acho que dá para estar nos 25 anos dele.
A festa foi no dia 05 de março, um sábado, no começo do feriado do Carnaval e por isso muita gente não pode comparecer, mas veio bastante gente e foi uma tarde legal com pessoas que eu gosto e que, se estavam, presentes com certeza gostam de mim.
Usei parte do dojo para montar a mesa com comidas e dispor cadeiras para as pessoas se sentarem. Para tanto retirei algumas placas de tatami, tomando cuidado para deixá-las em uma posição que fosse fácil recolocá-las em seus devidos lugares (pois senão fica muito difícil colocá-las de volta).
Veio a família da Helene e minha irmã Iracema e seus filhos Celso e Bianca. Vieram diversos alunos e alguns colegas do aikido e como eu disse foi uma tarde bem gostosa que teve seu auge com a exibição de um vídeo que os alunos fizeram em homenagem aos meus 50 anos, com motangem de fotos de várias fases de minha vida e alguns depoimentos no final. Foi bem emocionante e realmente eu não esperava por isso.


Realmente é muito legal perceber que sua vida tem algum sentido e que de alguma forma você deixa pegadas por onde passa. Que é bom ter pessoas que gostam e que se importam com você e que de alguma forma você faz diferença na vida dessas pessoas.
Só tenho uma coisa a dizer: "Obrigado do fundo do meu coração a todos que de alguma forma fizeram parte desses 50 anos de história!"

amigos e familiares
tatami removido para dar lugar à festa

hora do bolo

criançada brincando no tatami que ficou
assistindo ao vídeo
emoção à flor da pele
Suyoko (mãe da Helene), Luiza (mãe do Fuji), Martha e Simone
Iracema e família
Para mais fotos entre no link http://www.facebook.com/?ref=logo#!/album.php?aid=31099&id=100001480028858&fbid=151023101623690

sexta-feira, 4 de março de 2011

Feliz Aniversário!

Dia 4 de março é aniversário do Zé, que é Zé Fernando. Neste aniversário do Zé, o Fernandinho completa 3 meses. Isso mesmo. O pequeno foi concebido quando comemoramos o aniversário do Zé no ano passado.
Zé, querido, parabéns pelo seu jubileu! Parabéns pela pessoa que é, professor (de aikido) e doutor (médico), amigo e namorado, companheiro e cúmplice. Parabéns pelo pai maravilhoso que você tem sido para nosso filho, que aliás, eu me rendo: é a sua cara!
Sem dúvida, esse é um ano realmente novo na sua vida! Desejo que seja o início de uma fase muito feliz e divertida! Desejo muita saúde, paz, felicidades, muitos anos de vida e muita vida nesses anos.
Sei que você estranhou quando eu disse pela primeira vez que o admiro, no início do nosso namoro. Sempre tive clareza de que queria viver com um homem que eu admirasse, seguindo o conselho de minha mãe. Admirar não é necessariamente algo que sentimos por pessoas distantes; ao contrário, o melhor da vida é justamente poder conviver com pessoas admiráveis!
Continuo admirando você e tenho orgulho de ter vivido ao seu lado nesses últimos 10 dos seus 50 anos. Sempre fui uma propensa à felicidade, mas definitivamente, tenho sido cada vez mais feliz, ano a ano, ao seu lado, cultivando nosso amor. Espero que nossa felicidade continue traçando uma curva exponencial, tendo o tempo como nosso aliado.
Com amor, Helene

Vida de cão

Aqui em casa, vida de cão significa ser muito bem tratado, ter uma vida boa, feliz!
Sempre gostei de cães. Quando criança, vivíamos pedindo um e brincávamos com os cães e gatos de rua. Só mesmo o Pipo, meu irmão caçula para conseguir convencer meus pais a trazer um pet para nossa família, o Jony, que se foi há quase dez anos.
Nas repúblicas onde morei também tive cães (akita). De todos, meu mais fiel companheiro foi o Ryuma. Era lindo e eu passeava sempre com ele durante o tempo que conviveu conosco.
Após nosso 1º ano de vida juntos, Zé e eu ganhamos o Erik, que aprendeu a nos identificar como “papai” e “mamãe”. Para nós, ele é uma pessoa, um filho mesmo e temos muito orgulho do nosso Erikão. Ele passeia sem guia e nunca nos deu problemas com pessoas ou outros cães. Neste ano ele completará 8 anos, mas é uma eterna criança.
Erik filhotinho

Quando o Fernando nasceu, não cogitamos afastá-lo de nós nem tivemos receio dele ser agressivo com o “irmãozinho”. Como esperávamos, ele nos recebeu com festa e deixamos ele cheirar e lamber os pezinhos do Fernando, que também reagiu bem. Claro, sempre ficamos de olho, porque o Erik é enorme e pode machucar o Fernando só de abanar o rabo por perto.
Além do Erik, sempre que meus pais viajam, ficamos com o Spyke, border collie do Pipo. A casa vira uma colônia de férias! Ele e o Erik brincam o dia todo, passeamos todos juntos, enfim, é uma curtição. Sempre passeamos mais quando o Spyke vem para cá, pois ele é acostumado a longas caminhadas com meus pais.
Uma vez, fomos almoçar na casa da mãe do Zé e resolvemos ir a pé com os cães. Na volta, tomamos uma chuva daquelas! O Spyke não gosta de chuva e tem medo de trovão. O Erik adora água e não se incomoda com a chuva. Desde filhote, sempre brinca em poças e água de enxurrada. Naquele dia, ele caiu de cabeça num buraco, deixando só o rabo pra cima. Saiu atordoado, nunca mais brincou em poças d’água...

Erik e Spyke, depois da chuva

Em dezembro de 2008 o Spyke se tornou papai e adotamos um dos filhotes para nosso amigo Caio. O Ludovico ficou conosco por 4 meses e também se divertiu bastante com o Erik, que foi super paciente. O Ludo queria mamar no Erik, deitava em cima dele, pulava pra morder sua orelha, não desgrudava do Erik! Hoje o Ludo vive em Florianópolis, na Lagoa da Conceição e é muito feliz com o Caio!
Erik e Ludovico

O Spyke é mandãozinho e ciumento. Minhas sobrinhas têm medo dele, que late bastante e pula em todo mundo. Semana passada, meus pais foram viajar e deixaram o Spyke aqui, mas percebi que estavam preocupados. O Fernandinho olhava para ele com curiosidade e o Spyke ficou perto dele o tempo todo!
Erik, Fernando e Spyke

Erik e Spyke rapidamente entenderam que arrumar o carrinho do Fernando significa passear. Logo se agitavam e os passeios em família foram ótimos!
Aliás, no sábado, demos um looongo passeio. Estava impossível ficar em casa, pois havia um caminhão de som aqui ao lado festejando o pré-carnaval. Pior do que escutar músicas que você não quer ouvir e num volume bem alto, é escutá-las com má qualidade. Era uma banda em que os membros pareciam competir – aceleravam cada vez mais o ritmo das marchinhas, e quando um ia repetir, o outro já começava a cantar outra por cima. Saímos e ficamos passeando na área fora do raio de 5 quadras do caminhão. Caminhamos por uma hora. Foi a 1ª vez que o Fernandinho não dormiu no carrinho nem reclamou de fome.
O André, marido da Keilla, deu um enfeite que são 3 cachorrinhos, batizados de Erik, Spyke e Ludovico, claro! Colocamos no carrinho e o Fer tem curtido brincar com os cães de pelúcia no bebê conforto também. O Erik também dá uma chorada de “quero brincar com eles, joga pra mim!”, mas já entendeu que não pode pegar os brinquedos do Fernando.

brincando com o Erik, Spyke e Ludovico
             
                Esperamos que o Fernandinho aprenda com o Erik a respeitar e curtir os cães!

Helene